Os hábitos de consumo no Brasil
Enviada em 14/04/2019
Desde a ascenção do capitalismo, o mercado consumidor tem ganhado cada vez mais importância. Além disso, o marketing exerce influência direta sobre os consumidores através da mídia e o meio virtual. Ademais, o comportamento do consumidor é impactado diante da propaganda, o que o leva ao consumo exagerado e inconsciente. Desse modo, há um aumento exagerado nos hábitos de consumo do brasileiro.
Em primeiro lugar, a população sofre influência direta do marketing, que se pronuncia através da mídia e do meio virtual, o marketing digital, por exemplo, desenvolvido nas redes sociais, tem ganhado destaque nas relações com consumidores. Certamente, a estratégia quando bem utilizada atinge ainda mais o público alvo. Outrossim, segundo dados do Banco Central, atualmente as dívidas representam 43,99% da renda bruta dos brasileiros, há oito anos, as estatísticas registravam um endividamento de 18,99%. Por certo, o comprometimento da renda familiar é um dos reflexos das políticas de concessão de crédito e de incentivo ao consumo. Em suma, o marketing em geral, acaba sendo o canal de comunicação entre consumidores e organizações, interferindo diretamente nos hábitos de consumo.
De certo, o comportamento do consumidor diante da promoção de vendas é motivado pelo desejo que impulsiona o cliente a realizar a compra de um produto. Por consequência, o cliente é influenciado a adquirir certo artefato sem necessidade, só pelo fato de estar em promoção, levando ao consumo exagerado. Por certo, segundo Instituto Akatu, pesquisa aponta que 76% dos 1.090 entrevistados homens e mulheres com mais de 16 anos, não praticam o consumo consciente. Indubitavelmente, essa prática interfere negativamente na vida do brasileiro, que além de se tornar acumulativo, interfere também no âmbito financeiro, tornando-o escravo do consumismo, comprometendo sua renda e qualidade de vida.
Portanto, os hábitos de consumo do brasileiro ainda estão em evidência no século XXI. Dessarte, a família como instituição social, deveria investir na educação financeira do jovem, se baseando na gestão econômica pessoal refletindo sobre consumo exagerado e desnecessário, para melhorar suas expectativas, possibilitando um futuro mais confortável e seguro. Destarte, o governo como órgão de instância superior, deveria investir em organizações não governamentais, que informassem e mobilizassem a sociedade para o consumo consciente e que relatassem a transição para estilos de vida sustentável, para que se reduza os impactos negativos do consumo. Assim, o consumidor irá perceber o poder que sua escolha cotidiana tem e poderá melhorar seus hábitos de consumo, garantindo uma melhor qualidade de vida.