Os hábitos de consumo no Brasil
Enviada em 15/04/2019
A hegemonia cultural estabelecida por Gramsci suscita o consumismo contemporâneo. Isto é, a camada social menos privilegiada está sujeita à influências ideológicas perpetradas pela classe dominante. Destarte, os indivíduos tendem a consumir inconscientemente em virtude de aspectos culturais. Tal fato implica aspectos negativos na sociedade, tais como, a desigualdade de classes, bem como a alienação de crianças.
Sabe-se que os padrões prescritos pela sociedade exercem um papel fundamental na distinção entre o sucesso e o fracasso social de um cidadão. Segundo o filme Fight Club: " Compramos coisas que não precisamos, com dinheiro que não temos, para impressionar as pessoas que não gostamos “. Por conseguinte, certos indivíduos enfrentam problemas econômicos. De acordo com a Agência Brasil, o número de inadimplentes passou de 63 milhões em maio de 2018, ou seja, tal fato ilustra por que o consumo inconsciente intensifica as desigualdades de classes.
Outrossim, a mídia atua com grande influência no consumo desnorteado, especificamente no setor infantil. Ou seja, as propagandas podem induzir às crianças a hábitos nada saudáveis, tendo como exemplo, o consumo excessivo de fast-food. Consoante a Câmara dos Deputados, especialistas apontam que o vilão seria o uso de personagens como mascotes, com o intuito de estimular a venda e o consumo da marca. Todavia, tal fato acarreta na alienação do público infantil, já que são persuadidos à ideia de que fast-food é algo legal e divertido.
Em suma, há a necessidade de estimular o ensino de Educação Financeira nas escolas, por meio do Ministério da Educação. Quer dizer, os professores de História devem abordar a contextualização da função do dinheiro na sociedade. Ademais, a interdisciplinaridade é indispensável, já que a Biologia pode abordar as consequências de maus hábitos alimentares. Por consequência, tais medidas refletem em questões da vida adulta dos estudantes, tendo como exemplo, saúde financeira e física.