Os hábitos de consumo no Brasil
Enviada em 14/04/2019
O advento da Revolução Industrial instituiu não somente uma nova forma de produção de bens mas também uma nova maneira de consumi-los, o aumento expressivo do comércio e do maior acesso aos consumíveis ficaram emparelhados ao crescente gasto com produtos. Porém, a nova maneira de consumir desenvolveu problemas, o hábito exagerado de compra tem atingido o cidadão brasileiro, promovendo endividamentos e adversidades na renda de milhões de pessoas.
O hábito de consumo no Brasil está envolvido com pontos específicos. No aspecto social, os produtos e bens de serviços estão constantemente atrelados ao modelo de vida do brasileiro. As empresas, ligadas às grandes mídias, interligam frequentemente as tendências de mercado e os modelos de comportamento, desenvolvendo, sempre que possível, as “compras por impulso”, pois essas são inerentes ao estilo de vida “cool”. O cidadão, bombardeado por propagandas, acaba gastando muito em um curto período de tempo, as consequências desse fato é o endividamento de quase 63 milhões de brasileiros nos últimos dez anos.
Contudo, o problema agrava-se: no Brasil, não existe preocupação prévia com a saúde financeira dos cidadãos, o indivíduo atravessa a juventude sem nenhum conhecimento financeiro. Acabando por ter que enfrentá-los já adulto, os problemas com a renda, tornam-se mais delicados. Parafraseando o autor batista americano John Piper, " a marca da cultura do consumismo é a redução do verbo ser para o verbo ter".
Entende-se, portanto, reavaliar o comportamento para com os hábitos de consumo. Para tanto, é necessário efetivar parcerias público-privadas visando a criação de cursos populares entre as grandes empresas de varejo e atacado e seus clientes, tendo em mente vitalizar os melhores modelos de aliar os gastos ao consumo do indivíduo. Ademais, o Ministério da Educação deve buscar conciliar a Educação Financeira dentro da grade curricular das escolas do país, promovendo, assim, o devido conhecimento equilibrado do dinheiro e o ato de gastá-lo. Dessa forma, ameniza-se endividamentos e gastos exagerados do cidadão brasileiro, concomitantemente é evitado possíveis crises econômicas de renda em depreciação da cultura do consumo no país.