Os hábitos de consumo no Brasil
Enviada em 14/04/2019
De fato, a Revolução Industrial foi um marco importante para a ascensão do capitalismo. Esse sistema econômico não só é o principal responsável pela globalização mas também pelo consumismo, assim, as diferentes classes sociais são movidas por hábitos de consumo semelhantes, que, na maioria das vezes, é prejudicial aos menos favorecidos.
Além de ter inovado o âmbito fabril e o tecnológico, a Revolução Industrial, inovou o sistema político e econômico do século XIX no mundo todo, uma vez que uma das principais leis do capitalismo (oferta e procura), determinava o preço e a produção dos produtos fabricados naquele época. Transferindo ao contexto atual, o mesmo modelo e lei ainda prevalecem, todavia, de maneira mais gritante, já que de acordo com o SPC (Serviço de proteção ao Crédito), e a CNDL (Confederação Nacional dos Dirigentes Lojistas), a cada 10 consumidores 3 consideram as compras como um lazer. Dessa forma, é notório que o consumismo mova a sociedade brasileira, que, recorre as compras como forma de distração dos problemas cotidianos, e a cada cidadão consumidor mais produtos são produzidos.
Como conseguinte do capitalismo, as classes sociais possuem condições financeiras diferentes, assim, a classe baixa é a que menos recebe por ter menos escolaridade e por exercer trabalhos com menor valorização, essa, tomada pelo “sonho de consumo”, segundo o texto “Consumismo no Brasil: entenda o que realmente é e conheça o panorama no país.”, enquadra-se na pesquisa dos brasileiros que consideram as compras como lazer, entretanto, é desprovida de educação básica e saúde, por exemplo, já que maior parte da renda está destinada às novidades dos produtos do mundo globalizado. Assim, é evidente que há um déficit enquanto cidadãos bem educados financeiramente, já que se fossem, administrariam melhor a renda e não seriam submissos as idealizações materiais de geladeiras, celulares e computadores novos.
Em suma, a participação da Revolução Industrial mostra-se importante na sociedade contemporânea mas o capitalismo deixa brechas para que a população torne-se alienada ao consumo. Por isso, é cabível ao Governo Federal juntamente com o Ministério da Educação que inclua a disciplina de Educação Financeira na Base Nacional Comum Curricular, por meio de aulas ou atividades integrantes, como, por exemplo, simular compras em um supermercado de itens básicos com um valor máximo determinado, para que assim, desde a infância os indivíduos saibam comprar as mercadorias pelo bom preço, qualidade e necessidade, formando cidadãos mais conscientes e com melhores hábitos de consumo.