Os hábitos de consumo no Brasil

Enviada em 14/04/2019

Conforme a lei da inércia, primeira lei de Newton, um corpo tende a permanecer parado até que uma força suficiente atue e mude o seu percurso. Nesse sentido, verifica-se que, ao analisar-se as dificuldades do consumismo brasileiro, fatores como o controle midiático e as imposições da sociedade funcionam de forma análoga ao que se observa as leis de Newton. Por isso, é necessário tomar medidas que alterem a perspectiva dessa problemática.

Primeiramente, vale ressaltar o efeito que a manipulação da mídia possui sobre os hábitos de consumo. Conforme os estudos acerca da globalização, Milton Santos faz uma crítica ao hipercapitalista, sendo assim, é benéfico e lucrativo  que existam pessoas gerando despesas superiores ao que podem arcar. Isso acontece, pois, todas as classes sociais são impactadas diariamente por diversas propagandas de rádio e TV que provocam o consumismo exacerbado, em virtude de, mostrarem produtos superiores e melhores ao que a maioria já possui. Para ratificar tal fato, uma pesquisa realizada pelo Instituto Akatu aponta que 76% das pessoas não praticam o consumo consciente.

Cabe mencionar, em segundo plano, os padrões de consumo criados pela sociedade. Isso ocorre devido ao poder aquisitivo como um importante fator para aceitação em um determinado grupo, pode-se destacar como exemplo: possuir o último lançamento de um determinado smartphone, bolsas de marcas famosas e o carro do ano. Por consequência, há um crescimento do endividamento da população brasileira, exclusão social e desenvolvimento de transtornos psicológicos. Dessa forma, ações são necessárias para alterar a trajetória inerte, prevista por Newton, do consumismo no Brasil.

Com o intuito de amenizar essa problemática, o Estado deve restringir as propagandas de caráter manipulatório no rádio e TV, por meio da fiscalização dos impactos gerados no endividamento decorrentes de uma determinada publicidade e da realização de campanhas de consumo consciente, a fim de garantir uma redução do consumismo. Paralelamente, cabe à sociedade desenvolver um caráter crítico diante de situações que determinam a compra de um determinado serviço ou produto, com o objetivo de evitar que os padrões de consumo fortaleçam as exclusões sociais.