Os hábitos de consumo no Brasil
Enviada em 21/04/2019
A industrialização brasileira, a partir da década de 1930, somada aos benefícios de crédito favoreceu a ampliação da sociedade de consumo. Entretanto, inerente as práticas consumistas surgiram adversidades sociais. Nesse panorama, não se deve negligenciar a insustentabilidade ambiental e aumento da inadimplência.
Sob a égide filosófica de Mark Horkheim, o desenvolvimento científico não foi acompanhado por um progresso ético. É irrefutável que esse pressuposto está intrinsecamente relacionado ao problema do consumismo no Brasil. Nesse contexto, é lamentável o desequilíbrio entre o consumo e uma perspectiva ecológica, haja vista que para corresponder a demanda consumidora existe um aumento da exploração dos recursos naturais, como água e vegetação, que degradam os biomas do país e prejudicam os nichos ecológicos das espécies nativas.
Sob outro viéis, segundo dados fornecidos pela agência Brasil, o número de inadimplentes têm sido crescente mensalmente no país. É indubitável que essa premissa corrobora a problemática das práticas consumistas. Nesse sentido, deploravelmente, o planejamento financeiro não está alinhado ao consumo, posto que os cidadãos usam os dinamismos do mercado, como aplicativos e parcelamentos, de forma irracional para consumir, consequentemente entram no rol de devedores nos serviços de crédito.
Por conseguinte, com o intento de atenuar as problemáticas das práticas consumistas no Brasil, é imperioso que as prefeituras elaborem projetos ecológicos, por meio de campanhas publicitárias, como comerciais de TV que elucidem os cidadãos sobre como consumir sem degradar o meio ambiente. Outrossim, é imperioso que o Ministério da Educação insira na grade curricular mecanismos de planejamento financeiro, com o fito de formar uma sociedade pragmática para usufruir dos mecanismos oriundos no país desde da década de 1930.