Os hábitos de consumo no Brasil

Enviada em 14/04/2019

O consumo como válvula de escape

Os hábitos de consumo de um indivíduo estão estreitamente relacionados ao seu estilo de vida e, consequentemente, ao ciclo social a que está inserido. Além disso, o acesso facilitado aos produtos através das inúmeras plataformas de venda (online, lojas físicas, televendas, dentre outras), somado ao crédito disponibilizado pelo sistema bancário, influenciam muito na compulsão pelo consumo.

Falamos de compulsão porque a necessidade de ser socialmente aceito leva a gastos desnecessários sobre, por exemplo, ter o celular mais moderno, o sapato mais descolado, visitar lugares “bem frequentados”, comprar aquela roupa que “tá tudo mundo usando”. A sensação de prazer que uma pessoa experimenta ao satisfazer sua vontade em poucos cliques é viciante e a necessidade incontrolável em ter tal prazer acaba gerando um ciclo que, caso não seja atendido, leva a situações de estresse e profundo descontentamento.

Em relação a população adulta jovem que, no Brasil, é a maior classe consumidora compulsiva, é possível tentarmos explicar a origem desse comportamento lá na infância e início da juventude. Estamos falando da geração que teve seus desejos atendidos de forma desmedida e imediata. Esses jovens, ao chegarem a vida adulta e se depararem com a realidade frustrante, possuem alto risco de tentar reproduzir a satisfação que experimentava lá na infância, porém, ao contrário do que acontecia antes, agora a conta chega.

No entanto, como é uma situação de compulsão, o indivíduo pode se endividar. E, em relação ao consumo com cartão de crédito, pesquisas recentes indicam que 8 em cada 10 pessoas tem dívidas no cartão. Isso ocorre devido ao fato de que, quando se usa o cartão de crédito,  a pessoa está gastando um dinheiro que ainda não tem e comprometendo a renda e gastos fixos futuros, gerando um efeito “bola de neve”.

Portanto, para equilibrar as contas dessa situação de consumo excessivo e compulsivo, especialistas orientam a população no sentido de conscientizar e propor alternativas para solucionar o problema. Psicólogos ajudam, entre outros aspectos, com a percepção de que para ser socialmente aceito e respeitado, valores como honestidade e hombridade são mais importantes do que a marca do sapato. E, em relação às orientações dos economistas, estes tentam propor que antes do consumo, o indivíduo reflita sobre a real necessidade de tal produto ou serviço, eliminando assim, gastos supérfluos e dispensáveis, aumentando a responsabilidade financeira e reequilibrando as contas.

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