Os hábitos de consumo no Brasil
Enviada em 14/04/2019
Consoante o sociólogo Zygmunt Bauman, em seu livro “Modernidade Líquida”, os indivíduos sentem a necessidade de adentrar no novo padrão social exigido pela sociedade. Nesse sentido, observa-se que, no Brasil hodierno, os hábitos de consumo possuem, como um dos seus princípios, esse viés, o que traz problemáticas, entre elas: o consumismo e o desperdício de materiais. Isso porque, encontram-se constituídas sob impasses de ótica familiar ou por questões de globalização.
A priori, denota-se que a instituição familiar é, decerto, influenciadora do pensamento do indivíduo, o que pode torná-lo proliferador de ideologias as quais são responsáveis por reproduzir o consumo exacerbado. Nesse viés, ressalta-se, inerravelmente, que o papel familiar é imprescindível para uma construção cidadã na qual conduzirá as ações individuais desde o nascimento do brasileiro, sendo constatado por meio de visões que possuem afirmativas com as quais relacionam o poder da coercitividade ao impelir ideais, assim como o fato social já teorizado pelo sociólogo Émile Durkheim. Por isso, quando essas influências coercitivas da família negligenciam o preparo frente ao mundo globalizado, o consumismo torna-se uma realidade dentro do contexto nacional.
A posteriori, depreende-se que há imposições implícitas negativas, pela mídia, consideradas entraves. Desse modo, é visto campanhas publicitárias, como, por exemplo, de empresas de tecnologias que vendem celulares, as quais impelem ao consumo desenfreado e a troca de dispositivos mesmo sem a necessidade de tê-los. Assim, muitos cidadãos que não possuem, em sua formação acadêmica, debates em aulas de Sociologia e Filosofia sobre a temática, possuem uma maior probabilidade de tornarem-se alvo dessas técnicas persuasivas. Por fim, o desperdício de materiais aumenta e, por conseguinte, são evidenciados diversos impactos ambientais derivados do acúmulo de lixo eletrônicos nas ruas brasileiras.
Portanto, são necessárias medidas que solucionem o problema dos hábitos de consumo no Brasil. Destarte, o Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC), juntamente com o Ministério da Educação (MEC), deve promover, por meio de suas redes sociais, campanhas com a utilização de charges, tirinhas e outros gêneros textuais, com o fito em alertar e promover uma reflexão sobre esses entraves. Assim, formar-se-ão cidadãos crítico-reflexivos que possam garantir elucubrações pelos quais serão responsáveis por transformar essa realidade ao combater ambos os problemas, a questão do mundo globalizado e a formação, algumas vezes, pela família.