Os hábitos de consumo no Brasil

Enviada em 14/04/2019

Alta de preços em produtos essenciais, inflação da economia e desemprego superando os 10%, tornam a vida urbana menos confortável socioeconomicamente. Esse cenário pode agravar-se, ainda mais, caso ocorra numa sociedade carente de educação financeira, justamente o que acontece no Brasil.

Em 2017, o Serviço de Proteção ao Crédito divulgou uma pesquisa que revela; mais de 50 milhões de pessoas estão inadimplentes. Essa dado demonstra quão generalizada é a falta de planejamento financeiro entre as famílias, que acabam com o nome sujo. Vale lembrar que, enquanto sociedade pouco crítica de forma geral, e de baixo poder aquisitivo, acabamos influenciados por promoções de produtos não necessários, uma vez que a baixa no preço faz parecer que o poder de compra aumenta.

Observando, paralelamente, entre 2018 e 2019, a opinião pública a respeito da reforma da previdência, nota-se um grande mal estar da população diante da “perspectiva” de ficarem sem sua aposentadoria. Em outras palavras: a maior parte dos brasileiros dependem exclusivamente do governo para possuírem a garantia de sua estabilidade na terceira idade.

Mudar  hábitos de consumo de uma parcela gigante da população brasileira é algo complexo, portanto, é de suma importância a contribuição da esfera pública e privada. Para tal, sendo esse um problema de ordem social, deve-se implantar, por meio do Ministério da Educação, matérias que abordem a vida financeira desde a adolescência, visando resolução a longo prazo. Por sua vez, o Ministério da Economia poderá firmar acordos de premiações tributárias com empresas e lojas que incentivem o consumo consciente, buscando assim, uma diminuição do problema a médio prazo.