Os hábitos de consumo no Brasil
Enviada em 14/04/2019
No ano de 2017, o Serviço de Proteção ao Consumidor (SPC) divulgou que há cerca de 59 milhões de brasileiros inadimplentes, ou seja, que tiveram seu Cadastro de Pessoa Física (CPF) restrito por endividamento. Por conseguinte, é fato que a ausência de uma economia doméstica e de uma educação financeira, contribuem para o elevamento desses dados.
Em primeiro plano, é importante destacar que o termo “economia doméstica”, surgiu no início da Revolução Industrial e abrangia os limites da mobilidade financeira, a higiene como fator positivo para economia - já que o cuidado com os alimentos evitava o apodrecimento e descarte - e também o desvio de compras impulsivas, logo, todos esses agregados, diminuíam a ocorrência de gastos excessivos. Entretanto, é notório que na situação vigente, grande parte dos brasileiros não praticam a economia doméstica, extrapolando limites bancários e consumindo acima do que a renda permite.
Por consequência, a ausência de uma educação financeira, desequilibra a relação do consumidor com sua expectativa de consumo. Hodiernamente, há o bombardeamento de propagandas que utilizam de recursos apelativos para convencer o público ao consumo de certos produtos, que por outro lado, não possuem estratégias e filtros para identificar o que é necessário e o que é irrelevante comprar, e por fim, optam por usar cheques especiais e de comprar a prazo com juros, intensificando os sintomas de uma sociedade consumista.
Destarte, urge que o Estado tome providências para atenuar tais atitudes. Assim sendo, dever do Ministério da Educação em parceria com o Ministério da Economia, tornar obrigatório na grade curricular das escolas a disciplina de Educação Financeira, por meio de educadores graduados em economia ou ciências contábeis, que exerçam um plano de aprendizagem baseado em problemas, com intuito de, juntamente com os alunos, desenvolverem estratégias e hábitos de consumo racional, enfatizando a importância de uma boa administração financeira. Pois, somente assim, será possível erradicar as práticas excessivas relacionadas ao consumo no Brasil.