Os hábitos de consumo no Brasil
Enviada em 15/04/2019
Com a Revolução Industrial, surgiram novas formas de produção e consumo que modificaram a vida das pessoas para além do velho mundo. A partir dela, objetos antes custosamente produzidos em escala familiar, passaram a ser comprados com facilidade. Mais de dois séculos depois, a sociedade contemporânea ainda vive as repercussões - nem sempre positivas - desse marco. Nesse sentido, convém analisar as principais consequências para as sociedades.
No Brasil, por exemplo, a comercialização e o consumo em massa incentivam um fenômeno conhecido por “indústria do consumo”, no qual as pessoas compram movidas não pela necessidade real do objeto, mas pelo sentimento de que ter é sinônimo de status e poder. É tão tal que uma pesquisa realizada pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC) e pela Confederação Nacional de Dirigentes Logistas (CNDL) aponta que as classes sociais mais baixas são as que mais compram coisas de que não precisam - um comportamento reforçado, inclusive, pelas possibilidades de parcelamento nos cartões de crédito.
Faz-se mister, ainda, salientar o comportamento dos consumidores como impulsionador do problema. No país, a falta de educação financeira, refletida na não programação dos gastos e falta de orçamento doméstico, leva ao acúmulo de dívidas que custam a serem pagas. Além disso, dados do SPC e CNDL destacam que 80% das crianças influenciam a decisão de compra dos pais, o que demonstra que para as crianças comprar se torna cada vez mais necessário, um hábito transmitido pelos pais.
Assim, indubitavelmente, medidas são necessárias para resolver essa problemática. Nesse sentido, nenhuma ação será efetiva sem que a população mude seus hábitos de consumo. Para tal, é importante que as pessoas conheçam e ponham em prática a educação financeira, que pode, inclusive, ser oferecida através de aulas gratuitas na internet pelo governo e como matéria nas escolas. A mídia, enquanto principal meio de difusão de informações, poderia produzir matérias onde um especialista oriente medidas que facilitem o consumo consciente. Por fim, cabe aos serviços privados de fiscalização de créditos não só punir, mas também incentivar os consumidores a não extrapolarem os limites de suas finanças através de cursos e palestras de caráter orientador. A partir dessas propostas, espera-se promover um consumo mais consciente.