Os hábitos de consumo no Brasil

Enviada em 15/04/2019

Do candieiro a Benjamin Franklin, a sociedade viveu em célebre processo evolutivo. Entretanto, hodiernamente, é perceptível um retrocesso social, à medida que o consumismo torna-se cada vez mais evidente, o que demonstra, como reflexo da precária qualidade de ensino do país, a existência de uma parcela da sociedade que vive á luz da ignorância, de forma a obscurecer os resquícios de glória vivenciados no passado. Nesse contexto, as alternativas para melhorar os hábitos de consumo no Brasil surgem como um impasse, o qual ocorre, plagentemente, devido não apenas à negligência governamental, mas também á ausência de uma boa postura social.

Diante desse cenário, a Constituição Federal de 1988 confere a todos os cidadãos, no Art. 205, a educação como dever do Estado e da família. Entretanto, o poder executivo não efetiva tal direito com proficiência, essa deturpação de valores apresenta-se nítida ao passo que a ausência de orientação financeira faz prevalecer o consumo exacerbado em vários extratos sociais. Tal situação, além de revelar o desmazelo do Estado, faz com que os direitos permaneçam apenas no papel.

Outrossim, a ausência de uma postura social proativa ainda é um impasse às buscas por melhorias no hábito de consumo do brasileiro. É evidente que, a alienação empregada na consciência, atua como atrativo que desperta no consumidor o desejo de obter um produto que não é necessário, mas apenas para zelar por um status social, situação que vai de encontro ao ideal defendido por Immanuel Kant de que os seres humanos devem ser tratados não como coisas que possuem valor, e sim como seres que têm dignidade. Além disso, o aumento da compra de produtos eleva a produção de resíduos sólidos e provoca prejuízos irreparáveis ao meio ambiente.

Destarte, tendo em vista os aspectos analisados, torna-se notório a existência de desafios às melhorias dos hábitos de consumo no Brasil. Por esse viés, é cabível ao Ministério da Educação, a criação de projetos que sejam desenvolvidos por meio de palestras e jogos educativos, podendo ser realizado em momentos oportunos, como intervalo recreativos, e de forma a promover uma nova postura social - uma vez que tal ação tem um imenso poder transformador - para que os indivíduos, desde pequenos, sejam instigados a desenvolver práticas sustentáveis de consumo, contribuindo com o meio ambiente. Desta forma, a sociedade distanciar-se-á da luz da ignorância e dará continuidade ao processo evolutivo implantado por Benjamin Franklin.