Os hábitos de consumo no Brasil

Enviada em 14/04/2019

Outdoors gigantes, imagens de celebridades utilizando determinado produto e embalagens chamativas. Somos invadidos por uma enxurrada de informações todos os dias. Com a massificação dos meios de comunicação, surgiram também novas formas de se vender produtos. O que antes fazia-se pelo conhecido “boca-a-boca”, passou a ser feito de diversas outras maneiras, como comerciais de TV, rádio e propagandas na internet.

O problema, no entanto, não está essencialmente nas informações que chegam ou como elas chegam até nós, mas em como nós - consumidores - lidamos com isso. Dada a enorme desigualdade social no Brasil, adultos das classes A e B têm, geralmente, mais instrução sobre como funciona o mercado financeiro e sobre economia doméstica do que as classes C, D e E.

A produção em larga escala, possibilitada pela Revolução Industrial, somada ao escoamento rápido de produtos e à facilidade de concessão de crédito, fazem com que até mesmo as camadas mais pobres da população possam consumir. Entretanto, esse consumo é feito muitas vezes de forma inconsciente e irresponsável. Uma prova disso é que o Brasil fechou o ano de 2018 com cerca de 41% de sua população adulta endividada, segundo pesquisa divulgada pela CNDL e SPC.

Para que se possa modificar o modo como o brasileiro consome, é necessário que se democratize o ensino de economia doméstica, que não é dado na maioria das escolas públicas e particulares do Brasil. Além disso, se fazem necessárias campanhas, por parte de empresas privadas e do governo, de conscientização da população e de incentivo ao consumo consciente, de forma que os consumidores entendam sobre o funcionamento econômico do nosso país e, dessa forma, mude-se inclusive a forma de se fazer propaganda e vender produtos.