Os hábitos de consumo no Brasil

Enviada em 15/04/2019

O consumo não pode ser um vício, ou seja, associar o ato de comprar como um prazer, e fazê-lo com muita frequência sem restrição. Além disso, com a oportunidade de parcelar no crédito, pode levar à pessoa a consumir ainda mais. Assim, é possível que os indivíduos comprem muitos produtos que não necessitam. O que gera um ciclo vicioso e uma reação em cadeia, na qual um comportamento desse existente, seja em mães, pais ou responsáveis podem ser refletidos nos filhos.

A partir do século XXI houve um aumento do salário mínimo e consequente expansão da classe média, que aliado com a facilidade de obtenção de crédito, favorece condições para que alguma pessoa escassa de educação financeira seja vítima de consumismo. E ainda vale ressaltar que o mundo atual está sempre bombardeado de novidades, fruto, é claro, do alto avanço tecnológico, e pode atingir fácil a mente de pessoas compulsivas por compras, o que não é saudável. Porque além de gerar obsolescência de produtos, outros que ainda poderiam servir simplesmente são descartados, o que pode contribuir para a poluição do meio ambiente. E consumidores, que aliam o comprar à felicidade, são geralmente aqueles que se endividam e não tem prioridade em suas despesas. Afinal de contas, segundo Adam Smith, o consumo é a única finalidade e o único propósito de toda produção; então é preciso ter autocontrole.

Nesse sentido, a influência da mídia é um agente crucial para induzir pessoas a comprarem. Até inclusive, crianças também estão inseridas nesse contexto. Dessa forma, empresas, como o “McDonald”, fazem propaganda com produtos associados a brindes ou a personagens de desenhos famosos, e assim, encanta os pequenos e esses conseguem facilmente influenciar na decisão de compra dos pais. E como a rede citada é de fast-foods, uma consequência é clara: levar as crianças para maus hábitos alimentares e mais tarde, obesidade. Então, não é à toa que George Orwell diz : “ a massa mantém a marca, a marca mantém a mídia e a mídia controla a massa”. E portanto, os pais devem se policiar do que estão comprando e educar os seus filhos para que sigam passos saudáveis.

Em suma, é necessário que as pessoas possuam autocontrole para que não exagerem em suas compras. Para tal é preciso que uma educação financeira induzida pela escola através do apoio do Ministério da educação, de modo que se inclua a disciplina na grade curricular, afim de que desde cedo gerenciamento das finanças pessoais e o consumo responsável sejam ensinados às crianças. Além disso, a Conar deve regulamentar e supervisionar de maneira mais rígida os tipos de propagandas direcionadas ao público-alvo, para que a manipulação não dominem as mentes infantis e assim não haja consumo insconsciente. Dessa forma, será possível amenizar o problema em questão.