Os hábitos de consumo no Brasil

Enviada em 18/04/2019

Consumismo Desenfreado

“Os delírios de consumo de Becky Bloom” é um filme que aborda o consumismo da protagonista Becky, esta que, com seu empreendimento dando certo rapidamente, começa a comprar compulsivamente, gastando sempre mais do que o necessário em acessórios e vestimentas. Atualmente, os hábitos de consumo dos brasileiros resume-se em duas problemáticas: não conscientização e ignorância. Além disso, publicidades e propagandas desviam a atenção do público para possuir um objeto sem necessariamente precisar.

De acordo com a máxima cartesiana: “Penso, logo existo” que foi substituída por “Compro, logo existo”, consumir passou a ser algo indispensável na sobrevivência humana. Nos dias atuais, muitas relações se baseiam em possibilidades de poder ou não comprar determinado utensílio. A orgia do consumo nos afasta de nós mesmo, as pessoas são transformadas em mercadorias e então colocadas em prateleiras, sendo julgadas e escolhidas pelas roupas que vestem e os sapatos que usam (que são importantes, mas não essenciais). Ademais, a classe burguesa divulga seus celulares e roupas que foram ganhas por lojas, nisso a classe com menos condições assistem e então, sem poder e precisar, compram.

Outrossim, muitas vezes a mídia nos bombardeia com a ideia de que precisamos de algo melhor e novo, mesmo já possuindo um objeto útil e que cumpre com suas funções. Assim, passamos a desejar algo, ficando apenas satisfeitos quando obtemos. Com base nisso, é possível utilizar o celular como exemplo, acabamos de comprar um, porém outros modelos saem e passamos a almejar o outro, pois o mesmo é nos mostrado mais eficiente e moderno. Querer usufruir do que o capitalismo nos oferece pode ser considerado normal ou loucura, mas acima de tudo, deve-se ter personalidade. Pois como se dizia Millôr Fernandes: “O importante é ter sem que o ter me tenha”.

Em suma, são necessárias medidas que atenuem o consumismo do brasileiro. Logo, a fim de conscientizar a população em seus hábitos e necessidades de consumo, programas de TV como jornais e entretenimentos devem criar episódios explicando o que fazer com seus utensílios não mais usados ou que estão estragados, outro fator importante seria chamarem psicólogos e economistas para falarem sobre isso para as pessoas de casa com intuito de informar.  Com base nisso, o governo, por meio de comunicações virtuais e sociais, devem informar a população como consumirem, porém de forma saudável para no futuro não passarem por preocupações e problemas desnecessários.