Os hábitos de consumo no Brasil
Enviada em 21/04/2019
Na conjuntura contemporânea, é inegável a imposição de padrões rígidos de consumo no Brasil baseados na aquisição de reconhecimento social e identidade. Nesse contexto, o ato de consumir se torna uma fuga da realidade - buscando a felicidade por meios materiais - e, pode gerar exclusão aos não consumidores. Isso ocorre devido a intensa propagando midiática e, também, a maneira que é conduzido o ensino no Brasil, baseado na competitividade entre os alunos.
Em primeiro plano é importante enfatizar que a mídia através das propagandas constroem uma utópica felicidade por meio do consumo. Desse modo, a mídia tende a intensificar o desejo dos indivíduos, os tornando insaciáveis em sua busca pela felicidade e consequentemente consumistas. Nesse sentido é válido reconhecer que o sociólogo Zigmunt Bauman tem razão ao afirmar que em buscas existenciais - como a busca pela felicidade - os indivíduos tendem a buscar mediação do comércio. Com efeito, parte da população se rende ao imediatismo das compras e a outra parte - não consumidora - se torna excluída por não atender os padrões de consumo.
Paralelo a isso, deve-se perceber que o sistema educacional é fundamental na formação ética do indivíduo. Contudo, é preciso admitir a precaridade do ensino no Brasil - com um sistema conteudista e mecanizado - e, induz o aluno a competitividade. É preciso admitir, portanto, que alunos competitivos tendem a se tornar indivíduos consumistas, pois, tentam sempre superar as compras dos demais membros da sociedade. Nessa perspectiva, é possível admitir que o economista e sociólogo Thorstein Veblen tem razão em sua obra “A teoria da classe ociosa” em que discute que a classe ociosa - rica - adquire produtos para mostrar seu status social. Inegavelmente, indivíduos pobres que seguem o mesmo raciocínio para serem aceitos socialmente ficam individados pela má administração de seu dinheiro.
Torna-se evidente, portanto, que visando promover o bem estar social frequentemente negligenciado faz- se necessário uma parceria entre mídias e instituições de ensino visando promover conteúdos oportunos. Nesse sentido, é necessário a inserção na grade curricular, desde o ensino infantil, de noções básicas de sociologia e educação financeira por meio de histórias e atividades, além disso, diante dessa problemática cabe a mídia transmitir programas de pesamento social sobre o consumismo, por meio de ilustações dos impactos dessa problemática. Destarte a população atingiria o bem estar social.