Os hábitos de consumo no Brasil
Enviada em 21/04/2019
Apple, Samsung, LG. São apenas alguns exemplos dentre as inúmeras marcas de celulares, que proporciona ao individuo diversas opções na hora de escolher o seu aparelho. Esse panorama se repete na maioria dos seguimentos do mercado, e é de extrema vantagem para o consumidor ter um leque de variedades. Todavia, essa diversidade gera uma sociedade irresponsável no consumo, aspecto esse que não só prejudica a saúde psicológica do cidadão, como também o meio ambiente que acaba sendo visto como recurso inesgotável.
Em primeiro plano, vale ressaltar que muitos indivíduos enxergam no consumo uma maneira de suprir vazios existenciais. Segundo a pesquisa realizada pelo Serviço de Proteção ao Crédito, no Brasil, sete a cada dez pessoas afirmam que o consumo está ligado a sensações prazerosas, além disso, na conjuntura contemporânea o cidadão é visto a partir daquilo que ele possui. Mediante a isso, acumular carros, imóveis, ou ter o último celular lançado no mercado é uma maneira de valorização pessoal e externa. Sob esse viés, o jornalista brasileiro Millôr Fernandes já alertava que “é importante ter, sem que o ter te tenha”, isto é, o ser humano não deve ser possuído por suas propriedades e movido somente por o desejo de ter.
Ademais, verifica-se que quanto mais se consome, mais se produz. Para suprir a demanda de consumo é necessário retirar uma grande quantidade de matérias primas da natureza, muitos desses recursos naturais, como o petróleo, não são renováveis. Além disso, dentre os impactos do consumismo o excesso de lixo eletrônico é de extrema preocupação, devido à alta tecnologia e a grande variedade de opções, os produtos tem menor tempo de vida útil e são descartados de maneira incorreta, muitas vezes são compostos por resíduos tóxicos prejudiciais ao solo. Portanto, é evidente que o hábito de comprar exageradamente pode acarretar sérios e irreversíveis danos ao meio ambiente.
Em suma, é imprescindível medidas atenuantes ao panorama supracitado. É necessário que o Ministério da Educação promova uma reforma na base curricular do ensino fundamental, sendo inclusa a Educação Financeira e Ambiental como disciplina obrigatória durante todo o segundo ciclo. Visando formar cidadães responsáveis quanto ao consumo e conscientes do seu impacto na natureza. Simultaneamente, é de extrema importância que as prefeituras disponibilizem acompanhamento psicológico regular em seus municípios, a saúde mental proporciona hábitos saudáveis, inclusive o de consumo. Assim feito, o consumo racional será realidade no Brasil.