Os hábitos de consumo no Brasil
Enviada em 18/04/2019
“A desvalorização do mundo do humano aumenta em proporção direta com a valorização do mundo das coisas.” Essa célebre citação proferida pelo filósofo Karl Marx faz alusão ao fetiche da mercadoria e suas consequências sociais. Tal realidade transfigura um cenário caótico e fluido, convergente ao pensamento Baumeriano. Dessa forma, torna-se fulcral analisar a oniomania e o retorno aos valores como alicerce ao bem comum.
De início, é indispensável pautar a pulsão pela compra exacerbada de produtos, os quais,muitas vezes, apresentam caráter supérfluo. Prova disso, é a personagem Cornelia do filme 101 dálmatas, a qual retrata as disparidades sociais e reificação humana. Sendo assim, é notória a exclusão provocada plea mesma e fuga do viés humanitário.
Ademais, é necessário que não se desperdice o ser humano. Vê-se, em muitos tabloides, a presença da discriminação, conflitos religiosos, bem como o israelo-palestino e a permutação do homem pela tecnologia, todavia tais ações não devem determinar a essência real dos indivíduos, os quais são aptos a mudanças. Prova disso, é o pensamento de Exupéry, onde este preconiza o essencial como invisível aos olhos. Assim, torna-se nítida a capacidade de mobilidade de convicções e atitudes como consequências.
Infere-se, portanto, inerência da permutação da perspectiva presente, diante do consumo no Brasil. Assim, urge à sociedade a disseminação do princípio solidário, por meio de campanhas, com o fito de enfatizar a desobjetificação do homem. Além disso, cabe a participação da imprensa socialmente engajada, a partilha de valores, por intermédio televisivo, com o propósito de propagação da empatia e aperfeiçoamento da coexistência comunitária.