Os hábitos de consumo no Brasil

Enviada em 18/04/2019

Segundo o modelo comportamental “American way of live” (estilo de vida americano - em português) surgido nos Estados Unidos, baseou a idealização de uma vida vitoriosa na potencialização do consumo por prazer momentâneo. Visto isso, é possível mencionar que o consumismo é o ciclo característico do sistema capitalista, que por sua vez, corrobora na negligência com o ato da compra por desejo, e não pela necessidade. Destarte, é fundamental analisar as razões que tornam a prática do consumo ocioso, um cenário apreensivo.

Em primeiro plano, com o advento da Revolução Industrial, o mecanismo de produção teve como base o sistema fordista. Nesse sentido, com a otimização do tempo, as demandas de vendas em massa impulsionaram o fetichismo na mercadoria de Karl Marx. Para ele, o estranhamento do trabalhador em relação ao produto final, ocorre de tal maneira que o produtor não reconhece o seu trabalho devido a ausência de acompanhamento durante as etapas de fabricação. Com efeito, tal conjuntura é análoga à alienação material, a qual caracteriza uma imposição de necessidade no produto, tornando-o capaz de transformar a vida do individuo.

Nessa conjuntura, em um sistema global, majoritariamente capitalista, a mídia passa a exercer sua função manipuladora para convencer a população a comprar cada vez mais e, consequentemente, perpetua os hábitos consumistas. Sob essa ótica, os filósofos da Escola de Frankfurt, Adorno e Horkheimer, foram os pioneiros no estudo da mídia e seu potencial de influência em massa. Segundo eles, esta foi uma grande ferramente de persuasão de vendas em grandes quantidades. Paralela a essa lógica, o poder aquisitivo de um indivíduo é o que corresponde ao seu valor social, evidenciando essa perspectiva no ditado popular que diz: “o homem vale aquilo que tem”. Por conseguinte, o gasto com produtos supérfluos torna-se necessário para que o cidadão seja valorizado no meio social.

Fica perceptível, portanto, que medidas são necessárias para mitigar essa realidade.Com isso, cabe ao Ministério da Educação estimular o pensamento crítico na sociedade por meio de palestras nas escolas e propagandas em telejornais, evitando a entrada da população no mundo consumista sem um senso consciente pré-formado. Outrossim, é imperioso que a edição nacional de medidas legislativas atue na causa por meio da criação de uma lei específica, qualificando os negócios que abusam do uso de marketing para “manipular” o interlocutor. Assim, será possível verificar uma sociedade mais coesa e isento.

Nessa conjuntura, em um sistema global, majoritariamente capitalista, a mídia passa a exercer sua função manipuladora para convencer a população a comprar cada vez mais e, consequentemente, perpetua os hábitos consumistas. Paralela a essa lógica, o poder aquisitivo de um indivíduo é o que corresponde ao seu valor social, evidenciando essa perspectiva no ditado popular que diz: “o homem vale aquilo que tem”. Por conseguinte, o gasto com produtos supérfluos torna-se necessário para que o cidadão seja valorizado no meio social.