Os hábitos de consumo no Brasil

Enviada em 19/04/2019

Padrões harmônicos

A Revolução Técnico Científica - 3ª Revolução Industrial - destacara-se com o desenvolvimento da robótica, informática e da internet, dessa forma, consolidou a globalização e o mundo tornou-se conectado, o que renovou os padrões da sociedade e substituiu práticas cotidianas. Assim, o desproporcional consumismo aproveita sem limites o capitalismo e, ainda sofre com os frutos que dele brotam - um espetáculo, teatralmente, enclausurado.

No que se refere a ideia de modernidade presume-se que, hodiernamente, o prazer imediato apresenta prioridade na vida dos cidadãos. Nesse contexto, no início do século XX, a mídia fortaleceu seu papel de disseminadora de propagandas, de modo que transformou o cidadão alvo do capitalismo. Sob esse aspecto, por meio dos diversos meios de informação - televisão, rádio e internet -, os empreendedores buscam atrair compradores através de anúncios apelativos, visando aumentar o lucro e alimentar o consumismo exacerbado. Para o pensador Karl Marx “os mercados se mantiveram crescendo, com a demanda sempre aumentando”, à medida que as empresas transformam seus produtos obsoletos.

Nesse viés, a hierarquização da sociedade do consumo encontra-se relacionada com o status social e econômico, uma vez que adquirir o melhor carro e o celular de última geração não simboliza a real necessidade de comprar. Por conseguinte, a aquisição além do essencial caracteriza uma prática comum, já que insatisfeitos com os objetos defasados, a busca pelo moderno está sempre presente. Por fim, confirmando o pensamento de Zygmunt Bauman sobre a sociedade contemporânea, na qual nada é feito para durar e o surgimento de novas tecnologias contribuiu para a perda da nossa capacidade de nos adequar aos novos padrões sociais, que se liquefazem e mudam constantemente.

Infere-se, pois, que os descabidos hábitos de consumo conclama políticas públicas ativas. Dessa forma, o Conselho Nacional de Autorregulamentação Publicitária precisa impor limites quanto ao tipo de propagandas, através de regras pré definidas quanto a quantidade de vezes que pode ser veiculada e estabelecer horários, afim de, paulatinamente, minimizar os efeitos nas gerações futuras. E, as Secretarias de Educação devem criar nas escolas, palestras interdisciplinares de sociologia e filosofia, sobre consumo, bem como dinâmicas interativas, para que estimulem o despertar do conhecimento crítico. Logo, a harmonia da sociedade diante dos novos padrões.