Os hábitos de consumo no Brasil

Enviada em 20/04/2019

No século  XVIII, a Revolução Industrial transformou de forma sistemática a capacidade humana de modificar a natureza, o aumento vertiginoso da produção e por consequência da produtividade, barateou os produtos e os processos de produção, com isso milhares de pessoa puderam comprar produtos que antes eram restritos somente para as camadas socieconômica abastadas. Diante disso, com o avanço da tecnologia, o ser humano foi sendo alienado a consumir diariamente serviços e produtos que muitas vezes são supérfluos, nesse sentido é uma problemática vivenciada  por muitos brasileiros.

Como dizia o pensador George Orwell, ’’ A massa mantém a marca, a marca mantém a mídia e a mídia controla a massa ’’ corrobora o fato que vivemos em uma sociedade alienada, pois as necessidades são artificialmente estimuladas, sobretudo pelos meios de comunicação. Além disso, a obsolência dos objetos rapidamente posto fora de moda, logo as empresas exerce uma tirania invisível, obrigando as pessoas a comprarem a televisão nova, o refrigerador ou o carro porque o design se tornou antiquado ou porque o novo produto se mostrou ’’ indispensável ‘’.

Concomitantemente, aumenta os números de inadimplentes, pelo fato de não haver investimentos em educação financeira. Segundo o site Exame, os números de inadimplentes atinge 42% da população adulta no primeiro semestre de 2018. Outrossim, a cultura preconceituosa naturaliza o consumismo, pois excluem e jugam pessoas pelo simples fato dela não possuir algum produto da ‘‘moda’’, logo a mesma e crucificada por não se submeter ao sistema que privilegia poucos e faz você valer o que possui.

Portanto, é notório que o consumo alienado causam problemas para o individuo e  suas relações em sociedade. As secretarias municipais e estaduais, devem investir em educação financeira, por meio de verbas governamentais, que vai ser colocada na grade curricular das escolas a fim de ensinar desde cedo a criança sobre o consumo consciente de produtos. Por outro lado, o Estado deve investir em atendimentos psicológicos acessíveis em postos de saúde , com o intuito de reeducar pessoas que sofrem com o consumo excessivo. Nesse sentido a sociedade deve participar, cobrar e fiscalizar para que assim tentar diminuir os casos de consumismo.