Os hábitos de consumo no Brasil
Enviada em 20/04/2019
É inegável o fato que, no Brasil, o consumismo desregrado acresce, gradativamente, ano após ano, causando graves consequências. Paralelamente, torna-se imprescindível que essa realidade precisa, urgentemente, ser enfrentada de forma consistente tanto pela população em conscientizar-se quanto pelas autoridades em repercutir meios de combate. Nesse âmbito, pode-se analisar que essa situação persiste devido à obsolescência programada e à precariedade socioeducacional financeira.
Em primeiro plano, há um grande incentivo capitalista que visa a busca de lucro e expansão econômica de multinacionais. Nesse contexto, é a mecanização do sistema de produção, a qual passou a estimular o consumo de bens, em vista disso, criou-se a obsolescência planejada através de lançamentos diários e prazo de validade pré-determinados. Consequentemente, a população brasileira passa a consumir em demasia, gerando problemas que vão além dos gastos excessivos e que se relacionam a questões ambientais posteriormente a saúde do indivíduo.
Além disso, outro fator que contribui para esse revés é a falta de responsabilidade financeira. Essa realidade está, diretamente, atrelada a ausência de instrução econômica que deveria ser inserida nas instituições de ensino. Sendo assim, esse mecanismo fica vulnerável diante de uma mídia incentivadora e manipuladora desse hábito, exemplo disso, é a utilização da publicidade por meio de propaganda pelas redes televisivas que, por sua vez, idealiza uma determinada mercadoria, com o proposito de incentivar o consumidor a descartar o produto antigo e consumir o novo lançamento.
Portanto, torna-se evidente que é indispensável a adoção de medidas capazes de intervir nessa problemática que afeta todas as classes econômicas. Logo, cabe ao Ministério da Educação atuar na instrução popular, por intermédio de palestras e debates públicos, a nível nacional, de educação financeira,com o auxilio de especialistas do setor econômico, para que haja o esclarecimento da população sobre o assunto e, com isso, mude o seu comportamento relativo ao consumo no cotidiano. Outrossim, é imperioso que o poder público tome medidas para regulamentar as propagandas comerciais, por meio da criação de uma lei especifica a qual puni os empresários que abusam do uso de marketing para “manipular” o interlocutor.