Os hábitos de consumo no Brasil

Enviada em 22/04/2019

No filme, “Os delírios de consumo de Becky Bloow”, é retratado uma série de problemas que uma pessoa viciada em compras pode adquirir. Hoje, essa ficção representa a realidade e o cenário de muitos brasileiros, pois o consumo que é um ato necessário para a economia, tornou-se uma patologia com seu uso excessivo. Nessa perspectiva, é perceptível que hábitos de compra por influência e midiática e falta de educação financeira são meios que precisam ser transformados.

Em primeiro plano, nota-se, que mesmo com a Revolução Industrial possibilitando progressos e benefícios para a sociedade e inovações tecnológicas, há também pontos negativos, como o consumismo. Um processo que começa a refletir no aspecto social, econômico e psicológico de cada indivíduo, pois estão cada vez mais recebendo influências digitais. Sob esse viés, os consumidores excessivos, consequentemente tornam essa patologia como algo natural, que se assemelha a uma verdadeira “banalização do mal”, proferida pela pensadora Hannah Arendt, e agravado por a mídia impor muitas vezes o “ter” como valor de pertencimento para ser aceito socialmente. Logo esse mecanismo de facilitação deve agir de maneira mais positiva para que haja uma minimização de ações irracionais compulsivas.

Concomitantemente, a essa dimensão de domínio digital, quando o filósofo Gilles Lipovetsky salienta que a " educação não é luxo, mas uma exigência em uma cultura democrática e humanista", ressalta-se que a escola tem o dever de promover um desenvolvimento global e sustentável. Contrariamente a essa lógica, a realidade do modelo de ensino brasileiro não acompanha, frequentemente, com orientação dos hábitos de consumo e planejamento, que trariam uma análise de controle, ao invés de compras impulsivas. Prova disso, segundo o Serviço de Proteção ao Crédito, 3 em cada 10 pessoas são consumidores conscientes, ou seja, há uma clara negligência educacional financeira presente na sociedade. Dessa forma, aparatos eficazes são  necessários para que esse paradigma não prevaleça.

Deve-se constatar, portanto, a inevitabilidade de minimizar esses hábitos de consumo prejudiciais . Para isso, é preciso que haja um intercâmbio técnico e logístico digital, baseado em países com experiência de economia sustentável e com ampliação de investimentos em clínica de saúde pública. Somado a isso, deve transmitir uma postura mais ética, por meio de marketing que não criem um resultado de interdependência, mas que tornem consumidores responsáveis e proativos para mudança. Ademais, a escola, juntamente com o MEC devem propor uma reformulação curricular, com adesão à  educação financeira,visando ensinos de contabilidade e economia, e aliado a projetos, como o “Projeto Semente”, que estabelece uma reflexão e autoconhecimento, a fim de gerar  equilíbrio na sociedade.