Os hábitos de consumo no Brasil
Enviada em 21/04/2019
No contexto atual, o consumismo tem ganhado, progressivamente, força, de uma maneira que as sociedades estão dependentes dele. Assim, raramente observam-se pessoas comprando algo porque precisam daquilo, a maioria dessas compras são para satisfazer algum desejo irrefreável de acumular supérfluos. Dessa forma e com tal dependência essas pessoas estão tornando-se consumidoras irresponsáveis e até doentes, quando priorizam esse vício consumista ao invés de investir em hábitos mais saudáveis.
Então, como diria Érico Veríssimo: “O objetivo do consumidor não é possuir coisas, mas consumir cada vez mais e mais a fim de que isso compense o seu vácuo interior, a sua passividade, a sua solidão, o seu tédio e a sua ansiedade.". Sendo essa a visão de muitos dos consumidores não pode-se esperar menos do que uma sociedade composta por pessoas em crise, com autoestima dependente do consumo exagerado, ansiosas para comprarem cada vez mais e que sofrem achando que esse hábito solucionará questões tão complexas.
Ainda assim, diante de tantas consequências, no Brasil, cerca de 76% dos entrevistados pelo instituto Akatu afirmam que não praticam o consumo consciente, o que leva muitas delas a ficarem endividadas. E, dessa forma, pode-se constatar que a principal causa de todo esse problema está na falta de uma educação financeira tanto pelas escolas que restringem-se as disciplinas quanto pelas famílias que não incentivam as crianças a cresceram reconhecendo o peso dessa responsabilidade.
Em suma, percebe-se a necessidade de começar a repensar sobre os hábitos consumistas antes que o prejuízo social seja maior. Para isso, torna-se essencial que o Ministério da Educação insira nas escolas públicas o ensino sobre educação financeira e conscientização sobre o consumismo, através de palestras com administradores ou economistas. Também seria ideal que, somado a isso, o Ministério da Saúde promovesse campanhas para esclarecer as pessoas de que o consumismo pode virar uma doença como tantos outros transtornos psicológicos. Para que assim as pessoas comecem a agir de forma mais consciente e responsável, evitando prejuízos tanto psicológicos quanto materiais.