Os hábitos de consumo no Brasil
Enviada em 21/04/2019
A cultura de consumo brasileiro é um exemplo da irresponsabilidade social. Segundo Platão, o mito da caverna é o meio de explicar a condição de aprisionamento, que a partir das sombras que refletiam nas rochas criavam expectativas de algo grande e desconhecido, ou seja, retratando à ignorância. Embora o consumo seja necessário, no Brasil, entra-se preocupante devido às causas ao meio ambiente e ao psicológico humano.
A priori, desde a Revolução Industrial o espectro de consumo foi instaurado no mundo, teorias como de Taylor-Ford demonstram a relação de produção e consumo em massa. Entretanto, séculos depois a ideia de recurso naturais infinitos refletem a falta de consciência individual sobre os mesmo. Esse comportamento compulsivo causa alguns impactos ao meio ambiente como: o desmatamento que destrói a floras e prejudica a fauna por ser totalmente dependente do seu habitat, a escassez de água doce que é utilizada em maior parte na agricultura para alimentação de animais consumo e, a emissão desordenada de gases poluentes por industrias e fábricas que afetam diretamente na dissolução da cama de ozônio e no efeito estufa.
Outro viés importante é o psicológico, assim para 30% dos brasileiros, parte considerável do país, as compras são vistas como lazer, de acordo com o Serviço de Proteção ao Crédito. E a principal justificativa para o consumismo, recorrentes desejos de compras, é o consolo, exemplificado no filme Delírios de Consumo de Becky Bloom onde retrata uma jovem que a partir do seu vício foi à falência. Esse cenário é constante no país e diante da medicina é visto como uma patologia, por consequência deste hábito, também existe a necessidade de inserção em um determinado grupo onde as expectativas ou a frustração delas, desencadeia a ansiedade, a depressão e a psicose, quando em conjunto pode ser fatal. Ou seja, o suicido.
Evidente, portanto, que é necessário maior atenção à respeito do consumo brasileiro. E assim, cabe ao Ministério da Comunicação criar campanhas informativas e de prevenções de consumo consciente em parcerias com influenciadores digitais para que principalmente os jovens entendam e atuem para um caminho de um Brasil mais sustentável. Além disto, o Ministério da Saúde poderia desenvolver uma relação público-privado com clínicas psicológicas a fim de dar assistência à pessoas com dificuldades com seus vícios de consumo como a senhorita Bloom, visto que só o público não é o suficiente.