Os hábitos de consumo no Brasil

Enviada em 21/04/2019

No filme Os Delírios de Consumo de Becky Bloom, mostra a história de uma colunista que tem sua carreira e vida social afetadas por ser uma compradora compulsiva. Nessa perspectiva, percebe-se uma notória mudança no hábito de consumo das pessoas, em destaque dos brasileiros, por consequência de intervenções culturais. Logo, a influência midiática e o cultura capitalista têm afetado essa mudança de hábito.

Mormente, é válido salientar que os meios de comunicação influenciam diretamente no comportamento das pessoas. Segundo Adorno e Hokheimer, a indústria cultural exerce significativa influência na cultura dos indivíduos. Sob tal ótica, é indubitável que propagandas de roupas, sapatos, produtos eletrônicos, entre outros, que associam a sensação de felicidade ao consumo, impulsionam e estimulam o desejo de aquirir tais artefatos entre os indivíduos. Por consequência, muitos brasileiros, em destaque, tornaram-se compradores compulsivos por associar a sensação de prazer a aquisição de diferentes produtos.

Além disso, a cultura capitalista que associa o desenvolvimento econômico e social a capacidade de obter bens, tem alterado o hábito de consumo dos brasileiros. Com a expansão da lógica do “American way of life” (estilo americano de vida) muitas pessoas tem associado a liberdade econômica e a acensão social ao seu poder de compra. Dessa maneira, na tentativa de alcançar o estilo de vida americano, muitas pessoas buscam adquirir produtos de forma excessiva para se adequar a maneira de viver que lhe é apresentada. Como consequência disso, problemas psicossociais e de endividamento tem sido cada vez mais comuns na sociedade.

Em suma, por tudo isso, são necessárias ações sociais. Assim sendo, a mídia, por intermédio das empresas de comunicação, devem alertar sobre a importância das pessoas terem o hábito do consumo consciente, através do uso de propagandas que divulguem sobre tal, a fim de expandir o senso crítico em torno dessa prática entre os indivíduos. Outrossim, escolas e ONG’s devem dialogar sobre a cultura capitalista e o consumo.