Os hábitos de consumo no Brasil
Enviada em 21/04/2019
O ato de consumo surgiu da necessidade de sobreviver, ao trocar um item por outro, obtinham o que faltava na dispensa. Com o passar do tempo e a modernização do modo de viver, os hábitos de consumo no Brasil tornaram-se uma forma de refúgio para adultos e crianças. Seja como terapia ou busca pela identidade, têm suas consequências.
De início, é notório que o consumo virou uma terapia entre os adultos. Segundo o Ibope: 21% das mulheres vãos as comprar para se sentirem mais calmas e mais felizes. Infere-se disso que mulheres se endividam almejando aliviar suas frustrações e suas tristezas, seguindo esse raciocínio é possível associar o alto uso de redes sociais a procura por uma felicidade que não existe. Assim, descontam sua possível depressão no consumo.
Além disso, a busca da identidade na infância vem gerando um alto consumismo em crianças e adolescentes. De acordo com um estudo da “Intel Security” revelou que 83% das crianças entre 8 e 12 anos já estão ativas nas redes sociais. É evidente que essas, em processo de formação, vão ser influenciadas por figuras públicas, adultos. Dessa forma, eles perdem sua infância e adolescência tentando ser uma pessoa adulta, com roupas e acessórios que não pertencem à sua faixa etária, criando desde cedo o hábito de consumir.
Portanto, os hábitos de consumo no Brasil está associado ao grande poder das rede sociais. Para esse deixar de ser refúgio e voltar a ser necessidade, a sociedade consumista deve reduzir o uso em todas as plataformas. Por meio de aplicativos bloqueadores, ficar sem internet por um período de tempo trocando-a por hábitos de leitura ou prática de esportes. Uma vez que o vício foi controlado, todos podem criar hábitos mais saudáveis - e sem custo - e, também, procurar tratamento psicológico para tentar lidar com os sentimentos internos, antes saciados pelo consumismo.