Os hábitos de consumo no Brasil
Enviada em 22/04/2019
Ser ou ter
O capitalismo é predominante na sociedade moderna e junto com ele cresce a necessidade dos indivíduos consumirem mais e mais. Esse fato se torna doentio quando a coletividade valoriza mais o “ter” do que o “ser” e os hábitos de consumo não conduzem a sociedade a uma vida feliz e sim a dividas e insatisfação.
A mídia e a sociedade influenciam as pessoas a criarem necessidades e a consumirem coisas supérfluas das quais na realidade não precisam. A felicidade prometida ao adquirir algo é efêmera e um ciclo de insatisfação se perpetua. Mas a felicidade ao comprar é diariamente reforçada pela mídia que impulsiona um consumismo alienado, colocando sutilmente o que deve ser comprado e mantendo uma falsa supremacia do consumidor. E se a liberdade é o princípio da felicidade, isso não ocorre no atual sistema capitalista que mantém o homem escravo do trabalho, das propagandas e do dinheiro.
Ir as compras é uma forma de se libertar do estresse de acordo com a pesquisa do Serviço de Proteção ao Consumidor (SPC) de 2016. Esse comportamento é visto no filme uma “Ladra sem limites” onde a personagem principal dá golpe para comprar compulsivamente e se sentir melhor. As consequências do consumismo podem ser extremamente negativas, principalmente quando o indivíduo faz qualquer coisa para atingir o objetivo da compra e indiretamente se inserir nos padrões da sociedade. Uma consequência comum das compras desenfreadas é o endividamento que ocasiona mais frustrações e infelicidade.
A importância do consumo consciente remete uma responsabilidade social sobre o tema. A educação financeira da sociedade deve ser realizada ainda na infância. O MEC precisa inserir no currículo escolar a educação financeira e desenvolver já na infância o consumo consciente, um olhar crítico sobre as propagandas e produtos. Os valores humanos precisam ser reforçados na educação familiar para que o comportamento consumista seja combatido.