Os hábitos de consumo no Brasil
Enviada em 22/04/2019
Destrinchando o consumismo
Propaganda. Shopping. Consumo. Esse movimento tornou-se cada vez mais comum na sociedade brasileira, na qual pesquisas apontam que três a cada dez pessoas consideram o ato de comprar como seu tipo de lazer favorito. Porém, é necessário uma análise mais profunda sobre os hábitos de consumo no Brasil, pois trata-se de uma área que engloba questões socioeconômicas e médicas. Dessa forma, apesar do aquecimento da economia, o consumo frenético pode acarretar algumas problemáticas.
A princípio, é importante observar que o ato de consumir não está resumido apenas às camadas mais ricas da população. Estudos mostram que o avanço da tecnologia e o surgimento de novos hábitos da população de classes sociais menos favoráveis criaram oportunidades para a introdução desse grupo no mundo do consumismo. Contudo, essa entrada não é totalmente benéfica. Acompanhado da alegria de comprar um novo item, estão as despesas. Sendo assim, cidadãos mais pobres que são influenciados pela mídia a aderir ao consumismo acumulam diversas dívidas, acarretando numa marginalização ainda maior desses grupos no panorama social brasileiro. Isso também se dá pela imperícia na administração do dinheiro por parte dessas pessoas.
É válido ressaltar ainda que a cultura do consumo está tão intrínseca na sociedade contemporânea a ponto de existir um quadro clínico sobre pessoas que são compradoras compulsivas. A Oneomania é uma doença que é caracterizada pelo vício em compras. Nesse caso, o indivíduo afetado apresenta vício em compras. O consumo acontece pelo simples prazer de adquirir um produto, mesmo que ele não tenha utilidade ou significado. Apesar de aparentar inofensivo, a Oneomania é um distúrbio sério que pode mascarar outros problemas psicológicos, como a depressão. À vista disso, é possível notar como os hábitos de consumo podem afetar também nas relações intra e interpessoal.
É inegável que quanto mais as pessoas compram, mais a economia se beneficia. Contudo, é inegável também que o consumismo exacerbado é prejudicial ao indivíduo. Portanto, a fim de contornar as questões prejudiciais trazidas por ele, torna-se necessária as seguintes medidas: As escolas precisam criar uma matéria para ensinar seus alunos a administrar seu dinheiro de forma consciente, sem consumir o que não há necessidade. Além disso, é imprescindível uma maior divulgação por parte da própria sociedade sobre os perigos da Oneomania, podendo ser realizada através de ONGs ou até mesmo em redes sociais. Por fim, é de extrema importância que a população reflita sobre as consequências do consumismo, uma vez que o filósofo Zygmunt Bayman já afirmava: “O problema não é consumir, é o desejo insaciável de continuar consumindo”.