Os hábitos de consumo no Brasil
Enviada em 08/07/2019
Em meados do século passado, o escritor autríaco Stefan Zweig mudou-se para o Brasil devido á perseguição nazista na Europa. Bem recebido e impressionado com o potencial da nova casa, Zweig escreveu um livro cujo título é até hoje repetido: ‘‘Brasil o país do futuro’’. Entretanto, quando se observa o impasse da falta de educação financeira aliado ao consumismo exacerbado, percebe-se que a profecia não saiu do papel. Nesse sentido, é preciso entender suas verdadeiras causas para solucionar o problema.
A princípio, é perceptível que o consumismo em demasia da sociedade brasileira no cenário hodierno está intimamente ligado ao fator educacional. Isso porque, a ausência de uma educação financeira adequada para o indivíduo, no âmbito escolar corrobora com a problemática da má administração do próprio dinheiro. Nesse sentido, muitas pessoas tendem a passar dificuldades materiais por conta de, muitas vezes, falta de itens que são essenciais à sua vida tangível ao pecuniário. Por conseguinte, verifica-se uma postura inconsciente das massas frente ao consumo pelo não planejamento do capital pessoal.
Ademais, é válido ressaltar que, conforme Immanuel Kant, o princípio da ética é agir de forma que essa ação possa ser uma prática universal. De maneira análoga, os hábitos de consumo no Brasil de forma alienada pela população vai de encontro à ética kantiana dado que se todos os cidadãos seguissem os princípios da lógica consumista pregada na contemporaneidade, a sociedade entraria em um profundo desequilíbrio. Com base nisso, o incentivo ao consumo irracional inerente ao sistema capitalista é prejudicial à ordem social
Portanto, ações se fazem necessárias para equacionar o problema. Cabe ao MEC (Ministério da Educação) em consonância com os estados acrescentarem à grade curricular das escolas públicas tanto do ensino fundamental, quanto do ensino médio, matérias sobre educação financeira, acrescido de aulas ministrada por professores capacitados com a formação voltada para áreas das ciências econômicas, que fitem ensinar aos alunos economia doméstica para que os mesmo tenham, futuramente, a capacidade racional de administrar melhor a próprio renda. Espera-se com isso, aplicação efetiva de medidas para a construção de uma sociedade mais financeiramente saudável.