Os hábitos de consumo no Brasil
Enviada em 13/07/2019
É incontrovertível que o consumo faz parte do cotidiano. Sem ele, seria impossível o sucesso do capitalismo no período pós Revolução Industrial e o consequente acesso a bens e serviços que este sistema político-econômico proporciona. Entretanto, hábitos de compra desenfreados são problemas recorrentes e afetam perniciosamente a sociedade brasileira.
Primeiramente, porque há uma supervalorização da posse de marcas de luxo. A presença dos chamados “produtos de grife”, geralmente importados e de preço proibitivo, é algo recorrente nos meios publicitários brasileiros. Graças a esse assédio, itens como bolsas e relógios ganham, no imaginário popular, conotação de prestígio social quando etiquetados e adquiridos como Prada e Rolex, por exemplo. Some-se a isso a obsolescência programada praticada pela indústria e a consequência é o endividamento da população mais pobre, drenando os escassos recursos dos menos favorecidos para o pagamento de juros e multas às entidades financeiras.
Ademais, a geração atual de jovens não aprendeu a poupar. O sucesso do plano Real e a estabilidade econômica trouxeram previsibilidade aos orçamentos familiares e, por conseguinte, aumento no consumo. Neste sentido, os jovens já não tem mais a necessidade de economizar e comprar à vista para fugir das altas taxas da inflação, o que acaba por incentivar o desenfreio nas compras e o endividamento.
Sendo assim é necessário que o governo federal, em parceria com o Ministério da Economia, financie projetos educacionais nas escolas e universidades, através de uma ampla divulgação midiática, que inclua propagandas televisivas, entrevistas em jornais e debates entre especialistas e o público. Nesse sentido, o intuito de tal medida, deve ser o diagnóstico das carências sobre planejamento financeiro e, erradicação dos maus hábitos de consumo. Ação que iniciada no presente, é capaz de modificar o futuro de toda sociedade brasileira.