Os hábitos de consumo no Brasil
Enviada em 12/07/2019
De acordo com o filósofo e economista Adam Smith, o engrandecimento do consumo na sociedade já chegou a evitar guerras, visto que o homem tinha outras prioridades de gastos. Esse panorama auxilia na análise que, a sociedade como um todo é moldada a partir dos hábitos de pertencimento material de acordo com a época proferida. Logo, na década atual é notória a dependência do consumismo e sua relação com as novas formas de aquisição. Factualmente, existe no Brasil uma deficiência quanto a educação financeira da sociedade, em vista disso, a compra exacerbada tornou-se para alguns uma patologia grave, de modo que a falta de controle acarreta um consumismo desnecessário.
A respeito disso, a escritora Virginia Woolf entonava que nada é tão estranho como as relações humanas, com sua extraordinária irracionalidade; desse modo, tal forma irracional consumista pode estar ligada à saúde mental e nascer como fruto de depressão, ansiedades e fuga da realidade vigente. Assim, o gasto incontrolável tende a gerar algum tipo de irresponsabilidade social no que diz respeito por exemplo a produtos vinculados a escravidão moderna ou danos ambientais.
Vale ressaltar, ainda, que a era digital acentua de forma abrangente a indução a várias maneiras de gastos, tendo como exemplo o Brasil que é um dos maiores consumidores de Streams do mundo. Outrossim, a facilidade de compras online, seja por aplicativos ou sites, diversificou e mudou uma convenção social, posto que, devido ao rápido acesso e facilidade de crédito, o brasileiro passou a adquirir mais produtos. Além disso, algoritmos são usados como forma publicitária, induzindo o usuário a comprar, de modo que tais padrões colocaram mais de 50 milhões de brasileiro como inadimplentes segundo o SPC (Serviço de Proteção ao Crédito).
É evidente, portanto, que existe uma disfuncionalidade nos hábitos de consumo do brasileiro. É fundamental, portanto, que o Ministério da educação insira diferentes moldes de educação financeira na sociedade por meio de palestras e matérias ministradas no nível superior de educação. Ademais, cabe ao Ministério da Saúde prover de aparatos que cuide das patologias geradas por impulso, integrando a rede de saúde profissionais capacitados para tais atendimentos. Desse modo, o deficit econômico gerado na economia por inadimplentes diminuirá, melhorando de forma socioeconômica a vivência da população.