Os hábitos de consumo no Brasil

Enviada em 14/07/2019

Desde o fim da guerra fria, em 1985, e a consolidação do modelo econômico capitalista, cresce no mundo o consumismo desenfreado. Entretanto, as consequências dessa modernidade atingem o ser humano das mas diversas formas: através da busca excessiva por mais lucratividade  e da dependência por compras. Nesse sentido, deve-se analisar, então, a relevância do mercado de consumo de uma sociedade em que ter é mais importante do que ser.

É importante pontuar, de início, que o fenômeno de obsolescência programada - estratégia de muitas empresas na redução do tempo útil de funcionalidade dos produtos- mostra-se como a principal causa do aumento do consumismo no Brasil. Prova disso, são os inúmeros objetos - roupas, carros, aparelhos eletrônicos - adquiridos sem a real necessidade, uma vez que devido a baixa durabilidade dos produtos, muitos indivíduos tornam-se obrigados a obter novas mercadorias, fazendo-os, assim, cada vez mais alienados e submissos aos interesses das grandes corporações multinacionais.

Outrossim, o estímulo ao consumo também configura-se como um forte ponto negativo dessa problemática. Segundo Karl Marx, filósofo alemão do século XIX, para que esse incentivo ocorresse, criou-se o fetiche sobre a mercadoria: constrói-se a ilusão de que a felicidade seria alcançada a partir da compra do produto. Dessa forma, novelas, filmes e séries utilizam desse artifício para influenciar e persuadir as pessoas a comprar cada vez mais, o que,  poderia facilmente ser evitado se a população possuísse uma educação financeira adequada a cerca do modo de se consumir.

Diante do exposto medidas fazem-se urgentes para resolver esse impasse. Para tanto, seria viável que o Governo Federal, por meio de uma maior destinação dos impostos arrecadados com a Receita Federal, criasse aulas de educação financeira nas escolas, através de debates com economistas e veiculação de cartilhas sobre um modo seguro de se consumir, visando tornar as crianças futuros adultos mais conscientes. Ademais, é papel do Ministério das Comunicações veicular propagandas que retratem as mazelas e prejuízos que o consumo exagerado pode causar, no intervalo das programas mais assistidos, objetivando mudar a mentalidade consumista da população. Com isso, a sociedade brasileira irá crescer e se desenvolver de forma mais humana e menos financeira.