Os hábitos de consumo no Brasil
Enviada em 15/07/2019
Durante a década de 1920, o liberalismo econômico no Estados Unidos possibilitou um intenso fluxo de empréstimos bancários para a população, objetivando o consumo e o favorecimento da balança comercial, no entanto o excesso de créditos e os investimentos irregulares do dinheiro pela a população provocou o ‘‘Crash da bolsa de New York’’ e consequentemente o confisco de imóveis da população endividada. Na realidade do Brasil, a cultura consumista desequilibrada ocasionou o aumento de pessoas com dívidas. Indubitavelmente, essa negligência está intrinsecamente ligado a falta de planejamento da economia doméstica devido o alto grau persuasivo do marketing comercial.
Segundo a Confederação Nacional de Dirigentes Logistas, cerca de 62 milhões de brasileiros estão com restrições de compras impostas pelo Sistema de Proteção ao Crédito. Certamente esse empecilho é acarretado pela falta de coordenamento dos gastos pela a sociedade, pois grande parcela da população brasileira não possui uma educação econômica e consequentemente é afetada pelas intensas propagandas que alienam o comportamento dos consumidores e impõem uma padronização na sociedade, entretanto prejudica uma população fragilizadas financeiramente.
Os grandes avanços advindos da Revolução Industrial propiciou a larga produção de produtos em um curto espaço de tempo, logo os grandes excedentes levaram as empresas a investirem fortemente no marketing para guiar a sociedade ao consumismo, por outro lado motivou a alienação consumista e o endividamento da sociedade, outrossim o exacerbado consumismo intensifica os problemas decorrentes da alta produção de lixo e o descartamento inadequado. Segundo a Globo News 80% dos resíduos poluentes encontrados no mar são de origem terrestre.
Portanto, é inegável que grande parte da população brasileira enfrenta vários problemas devido alguns hábitos inapropriados de consumo não conscientes que atingem tanto a esfera social como a ambiental. Logo, o Ministério da Educação e Cultura, em parceria com o Instituto Brasileiro de Estudo e Defesa das Relações de Consumo, pode ampliar e intensificar as disciplinas de educação econômica nas escolas e iniciar campanhas por meio de mídias para reforçar a consciência de gastos da população. Possivelmente dessa forma a sociedade brasílica obteria um melhor planejamento econômico e ficaria menos endividada.