Os hábitos de consumo no Brasil

Enviada em 15/07/2019

Na obra ’’ Modernidade Líquida’’, do sociólogo Zygmunt Bauman, o autor afirma que cada indivíduo possui a identidade do consumismo, isto é, a condição do ter é mais importante ao invés do ser. Nesse sentido, no século XXI, os hábitos do consumo no Brasil tem corroborado para a defasagem do cenário social e ambiental. Diante disso, nota-se a persistência de dois desafios: o comportamento hedonista e a destruição da biodiversidade, os quais tornam-se um óbice infenso ao exercício da cidadania.

Em primeira  análise, os hábitos de consumo no Brasil são, drasticamente, reflexos da sociedade capitalista. Desse modo, de acordo com a pesquisa estatística da UFMG, Universidade Federal de Minas Gerais, 63% dos brasileiros tem despesas em produtos sem consciência e, por sua vez, é mensurável destacar como o comportamento hedonista dos brasileiros contribuem como condicionante desse percentual, no qual são influenciados por propagandas e mídias digitais a terem objetos desnecessários, com o propósito de se satisfazerem mentalmente. Haja vista, as consequências, como endividamento e acúmulo de produtos materiais, serem problemas gerados por esse ato inconsciente marcante nas relações contemporâneas. Sendo assim, é inadmissível que tal prática social alienadora coopere para o aumento desproporcional de indivíduos consumistas.

Outrossim, segundo o pensamento de Karl Marx, sociólogo do capitalismo, o cientista social revela que os seres humanos são transformados em mercadorias conforme perdem noção da realidade consumista, se tornar um desafio de reverter esse contexto, o qual é retrato da realidade brasileira.Como resultado, o costume de comprar e descartar criado pelo capitalismo, mostra como o consumo está ligado ao meio ambiente. Com base nessa perspectiva, os conceitos de sustentabilidade e ter conscientemente perdem espaço, pois é nítida as causas dessa relação, nas quais geram desperdícios, aumento de lixões e poluição contribuindo para a destruição da biodiversidade. Ademais, é inaceitável que as ações irracionais da sociedade interfira na preservação e valorização do ecossistema.

Logo, é imperativo propor medidas consentâneas na atenuação dos desafios consumistas. Para isso, o Ministério da Educação deve criar políticas de reeducação social para a sociedade, por meio de campanhas e debates, como a atuação de psicólogos e ecologistas em discussões sobre a urgência de diminuir o  consumo e os problemas sociais que o ato de comprar compulsivo podem gerar. Espera-se,com isso implementar uma nova moral da relação entre capitalismo e meio ambiente e, dessa forma, a concepção baumaniana poderá ser reformulada quando o indivíduo se desvencilhar dos laços inimigo da irracionalidade.