Os hábitos de consumo no Brasil

Enviada em 14/08/2019

Após a Segunda Guerra Mundial (1939-1945), os Estados Unidos da América se tornaram influenciadores dos países latino-americanos ao consolidarem o seu estilo de vida, “American way of life”, que consistia em propagar as bases da liberdade e satisfação, pautadas na aquisição de bens  materiais. Nesse contexto, o Brasil se insere nessa prática no governo de Getúlio Vargas, o qual incentivou o modo estadunidense por meio de acordos com o país. Desde então, a sociedade brasileira se caracteriza pelos hábitos de consumo que, em excesso, prejudica o ambiente e o meio social. Dentre as questões ligadas ao tema, têm-se: a persistência desses costumes no coletivo e individual. Desse modo, são precisas medidas que resolvam essa causa e garantam o bem-estar da coletividade.

Primeiramente, destaca-se o predomínio dessa ideia no geral. Segundo o sociólogo polonês Zygmunt Bauman, a sociedade de consumidores é um dos resultados da modernidade, no qual o consumo é uma forma de ser aceito socialmente. Ao passo que ocorrem mudanças constantes no meio social, os indivíduos têm no consumismo um prazer momentâneo em que eles encontram a formação de sua identidade. Igualmente, os brasileiros ao possuírem esses hábitos, se comportam de modo a cultivarem uma aparência e status social. Isso ocorre, por causa de propagandas nos meios de comunicação que idealizam a compra com o fito de persuadir o telespectador a adquirir certo produto. Por conseguinte, esse estilo torna as coisas obsoletas, o que aumenta a produção de lixo no planeta. Assim, a existência de ações prejudicais ao ambiente evidenciam a urgência do combate a esse mal.

Ademais, lembra-se acerca da percepção pessoal. Nesse viés, as crianças brasileiras são vítimas desses ideais no ambiente familiar, já que os pais geralmente as presenteiam com brinquedos novos, mesmo conscientes de que elas possuem outros guardados que não usam. Consoante o filósofo Immanuel Kant, “O homem não é nada além daquilo que a educação faz dele” e isso se aplica a essa situação, pois, enquanto meninos e menias vivenciam esses fatos, eles compactuarão com o pensamento de normalização do consumo, por não conseguirem pensar além do que lhes foram ensinados. Dessa maneira, a continuidade desses atos, evidencia a necessidade de uma intervenção.

Logo, alternativas devem ser apresentadas para a resolução dessa problemática. É necessário que haja uma conscientização. Dessarte, ONG’s, como a Greenpeace Brasil -defensora do meio ambiente- devem promover campanhas que abordem o assunto do consumo no país, relacionando-o à produção excessiva de lixo, com o fito de amenizar os danos ambientais. Além disso, os pais precisam ensinar os filhos a serem responsáveis mediante ações, como reutilizar objetos, reciclar e reduzir as compras sem necessidades, a fim de educarem as gerações a serem corretas em seus hábitos de consumo.