Os hábitos de consumo no Brasil
Enviada em 22/09/2019
Na Grécia Antiga, Epicuro defendia a busca pela felicidade mediada pela razão. Isso, tinha como objetivo atingir o estado de tranquilidade e ausência da dor. Entretanto, no século XXI, a busca pela felicidade, ou o afastamento da dor se dá por meio de aquisição de bens materiais. Tal fato ocorre pelas propagandas excessivas de consumo mediante os meios midiáticos e desenvolvimentos de distúrbios mentais, tais como: depressão e ansiedade.
Em primeiro lugar, a humanidade está em uma procura constante por um estado de bem-estar. No entanto, empresários se aproveitam dessa fragilidade para vender os seus produtos. Com isso, investimentos milionarios são realizados em propagandas em todos meios de comunicação, indo ao encontro das ideias propostas pela Escola de Frankfurt- que o sistema capitalista preocupasse apenas com a obtenção de lucro máximo, sem se importar com os meios. Indubitavelmente, o mercado de propaganda fundamenta-se em atingir o maior número de pessoas e assim provocar uma felicidade instantânea ao lograr algum bem de consumo. Analogamente, ao hedonismo filosófico que defende que o prazer é o bem supremo da vida, mas sem o intermédio da razão facilitando assim o trabalho do setor empresarial.
Em segundo lugar, a ansiedade e a depressão estão cada vez mais presentes nos jovens brasileiros. Por certo, facilitando a intenção das propagandas e como consequência gerando o consumo sem consciência. Ademais, esse tipo de consumo acontece com o proposito de diminuir a dor e o sofrimento causados por distúrbios psíquicos. Inquestionavelmente, acabam entrando em dividas maiores e acentuando ainda mais o sofrimento mental. Além disso, é incentivado a obtenção de cartões de crédito, sem juros, possibilitando o consumo guiado pela emoção.
Destarte, medidas devem ser tomadas com o objetivo de diminuir a aquisição desenfreada. Para isso, o Ministério da Justiça juntamente com Conselho Federal de Psicologia (CFP) devem diminuir a exposição de propagandas e também o uso abusivo de pessoas aparentemente felizes em comerciais televisivos. Tal intervenção deve ser realizada por meio de criação de leis que delimitem a quantidade de propagandas a serem exibidos e o CFP aconselhando como as campanhas publicitarias devem ser mostradas sem interferir no julgamento das pessoas, especialmente as que tem ansiedade e depressão. Outrossim, é disponibilizar terapia gratuito para esses jovens e palestras que mostrem que exitem outros meios de combater essas doenças, sem se endividar. Similarmente, a educação financeira deve ser incentivada desde o ensino infantil a fim de mostrar que a felicidade não se encontra nas compras. Só assim teremos uma filosofia igual a de Epicuro, um consumo baseado na razão.