Os hábitos de consumo no Brasil
Enviada em 28/09/2019
O panorama de consumo no Brasil não difere, qualitativamente, do padrão de consumo em países como os Estados Unidos, Argentina ou Rússia. Os países capitalistas ocidentais, adeptos da política de livre mercado: ‘’laissez faire, laissez passer’’ (principal lema da diretriz) idealizada pelos fisiocratas iluministas, têm hábitos de consumo nocentes e exagerados que, contudo, poderão vivenciar mudanças significativas com a ascensão de novas gerações no ‘‘zeitgeist’’ mundial contemporâneo.
De acordo com dados da FAO (Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura), cerca de 30% de toda comida produzida no mundo a cada ano é cruelmente descartada mesmo quando ainda em boas condições de consumo. Outrossim, a produção de bens não duráveis como smartphones, tablets e relógios eletrônicos, que apresentam uma renovação vertiginosa no mercado, contribuem também para o consumismo e degradação ambiental no que tange a ambos o descarte e a produção desses instrumentos. Não restam dúvidas, indústria capitalista criou de fato, um inominável vórtice de desperdício.
Todavia, em virtude da repaginação cultural promovida pelas ‘’novas mentes’’: jovens empresários e empreendedores bem como a preocupação ambiental em ascensão, devido à visibilidade de questões como o aquecimento global, a indústria e o cidadão deverão, quão logo, adaptar-se, definitivamente, à nova ‘‘Era da sobriedade de consumo’’. Com a atuação da geração ‘‘millenial’’, conhecida pela implicância com produtos plásticos e incentivadora da vertente ‘‘zero waist’’ (do inglês, zero desperdício), a indústria convencional foi virada de ‘‘cabeça para baixo’’. A demanda consciente trazida por essa geração (e, provavelmente impulsionada pelas próximas) abriu oportunidades às empresas ‘‘start-up’’, que partem da invenção de novos produtos e serviços modernos. Bolsas de tecido, escovas de dente de madeira, pílulas para a escovação dental, gliter ecológico, hambúrgueres vegetais e produtos com expectativa de vida cada vez maior sintetizam a popularização inelutável do consumo consciente.
Desse modo, embora em grande escala semelhantes, os hábitos de consumo dos brasileiros e demais habitantes de países capitalistas estão fadados a enfrentar a mudança. Portanto, cabe aos Governos Estaduais atuar no incentivo à reciclagem por meio de políticas públicas direcionadas a instituições públicas e privadas que promovam a obrigatoriedade na separação de compostos recicláveis (plástico, vidro e metal) e orgânicos. Ademais, é essencial que o Governo Federal estimule, por meio de incentivos fiscais, a instalação de start-ups e demais empresas que viabilizem a conciliação do consumo humano com a preservação ambiental..