Os hábitos de consumo no Brasil

Enviada em 25/10/2019

O capitalismo é o modelo econômico predominante mundialmente desde o final da década de 1980, com o fim da Guerra Fria. Tal sistema é sustentado principalmente pela produção, venda e consumo de produtos. Porém, quando isso ocorre além das necessidades de cada indivíduo, é chamado de consumismo, e torna-se um problema. Portanto, cabe analisar suas causas e consequências na sociedade brasileira.

Por um lado, as pessoas são estimuladas pelas mídias incessantemente, por meio de propagandas explícitas, ou mesmo de forma velada em suas programações, instigando-as a adquiridos produtos divulgados, e as criança são as mais afetadas, por sua pouca maturidade e capacidade de dicernimento. O sociólogo francês Pierre Bourdieu dizia que de tanto o indivíduo ser exposto a certos comportamentos da sociedade, acaba internalizando-os e tornando-os como seus, e a isso achamava de “habitus”. Desse modo, o bombardeamento de propagandas induziu a uma percepção na sociedade de que o ter é mais importante que o ser, e o poder de consumo gera prestígio social, criando uma cultura do consumismo.

Por outro lado, apenas cerca de 32% dos consumidores brasileiros são considerados como conscientes, segundo dados de 2017 do Serviço de Proteção ao crédito (SPC Brasil) e da Confederação Nacional de Diregentes Logistas (CNDL). Isso significa que a maioria das pessoas não analisam a necessidade sempre que vão às compras. Dessa forma, o excesso de consumo no Brasil aumenta a desigualdade social, visto que parte do orçamento familiar é usado para comprar itens de pouca necessidade, por modismo, e faltando assim dinheiro para itens básicos.

Portanto, o consumo exagerado traz malefícios à sociedade. Então, uma vez que as crianças e adolescentes são o público em formação intelectual e com mais capacidade de assimilação, o Governo, por meio do Ministério da Educação e Cultura (MEC), deve implementar na disciplina de Matemática do Ensino Fundamental o assunto educação financeira, na qual os professores, após capacitação sobre o assunto, discutirão em classe formas de priorizar o dinheiro, e a questionar se uma compra está sendo realizada por necessidade, ou apenas por impulso e porque está em promoção. Isso com o objetivo de formar futuros consumidores mais conscientes e menos vulneráveis. Dessa forma, o capitalismo não ditará tanto as regras e a sociedade poderá consumir de forma mais responsável.