Os hábitos de consumo no Brasil
Enviada em 14/10/2019
Segundo o filósofo Karl Marx, a partir da mecanização da produção o estímulo ao consumo tornou-se fator primordial para a manutenção do sistema capitalista. Para que esse incentivo acontecesse criou-se o fetiche sobre a mercadoria, gerando uma ilusão de que a felicidade seria encontrada na compra de um produto. Hodiernamente, percebe-se que, no Brasil, os hábitos do consumo tornou-se um problema que cresce de maneira alarmante. Diante disso, existem fatores que favorecem o problema, como os padrões de consumo, além da influência dos produtores.
A priori, é fundamental pontuar que a imposição de padrões de interesse por parte das empresas estejam entre as causas do problema. Isso ocorre uma vez que os anúncios publicitários reforçam cada vez mais o ato de comprar com uma satisfação pessoal. De fato, tal atitude se relaciona ao conceito de ilusão da contemporaneidade trazida pela escola de Frankfurt, no século XX: As pessoas são controladas pela ‘‘industria cultural’’, semeada pelos meios de comunicação em massa. Neste contexto, é possível traçar um paralelo com essa realidade, visto que muitas pessoas são influenciadas e, até mesmo manipuladas, por meio de propagandas televisas e sites, para adquirirem sempre modelos de produtor mais novos, o que reforça fortemente os hábitos de consumo.
Outrossim, é notório que a estratégia por parte dos produtores em desenvolver objetos que simplesmente param de funcionar impulsiona o consumismo. Verifica-se tal situação quando um equipamento é produzido para durar um certo período de tempo específico, a chamada obsolência programada. Um exemplo disso, é o documentário ‘‘The Light Blub’’, que retrata uma indústria de impressora, que fábrica o produto com a capacidade de uma certa quantia de impressões. Após ultrapassar essa quantidade, as máquinas não exercem mais sua função. Como resultado, o consumidor é induzido a comprar uma nova mercadoria frequentemente, assim criando uma prática de consumo sem ao menos perceber.
Em suma, são necessárias medias a fim de atenuar os hábitos do consumo. Desse modo, cabe ao Estado por meio de investimentos, estabelecer políticas efetivas que amparem à população a consumir de forma correta, mostrando à população a importância de consumir com consciência e responsabilidade, com o objetivo de diminuir a influência das empresas sobre o consumo dos cidadães. Além disso, é preciso que o Governo Federal crie leis mais rígidas contra a obsolência programada, é preciso que aumente a fiscalização contra produtores para que se intensifique e puna tais impressas que cometem esse crime.