Os hábitos de consumo no Brasil

Enviada em 13/10/2019

Com o advento da Guerra Fria, e a consequente derrota do sistema socialista em virtude do capitalismo americano, o conceito de “american way of life”, ou seja, o modo de vida americano, se promulgou e foi adotado por praticamente todo o mundo. Esse modo de agir se baseia principalmente no liberalismo, consumismo e valorização do poder aquisitivo. No entanto, compreende-se que esse pensamento liberal traz certos problemas à sociedade, como a desigualdade social, e a alienação da sociedade, podendo assim ser usada como massa de consumo.

Em princípio, é fulcral pontuar que as compras como forma de satisfação pessoal é o que promove o consumismo, e esse pensamento espalhou-se por meio da mídia, sendo essa usada para transformar a população em massa manipulável, o que garante a prosperidade do mundo capitalista. Nesse sentido, o consumo se torna uma ação social tradicional, que segundo o sociólogo Max Weber, tem caráter irracional, ou seja, no contexto atual, essas ações são determinadas por indústrias, através da publicidade, e não pelos indivíduos que constituem a população.

Ademais, é imperativo ressaltar que, segundo pesquisa do Serviço de Proteção ao Crédito (SPC), as classes mais baixas são aquelas que mais compram sem necessidade, muitas vezes com gastos maiores do que ganham. Dessa forma, essas camadas sociais adquirem mais dívidas, e perpetuam-se nelas, acentuando-se as diferenças sociais pela falta de controle dos próprios cidadãos, o que contribui para a conservação desse quadro negativo.

Dessarte, com o intuito de mitigar o consumismo danoso, compete ao Legislativo inserir na grade curricular disciplinas voltadas ao consumo consciente, por meio da alteração na Lei de Diretrizes e Bases da Educação, a qual permitirá um suporte de ensino sobre como lidar com os gastos, assim como identificar e eliminar possíveis compras desnecessárias, com o intuito de criar uma melhor administração do indivíduo sobre seus bens e também uma sociedade menos alheada.