Os hábitos de consumo no Brasil
Enviada em 19/10/2019
Durante o século XIX e XX, várias descobertas foram feitas, as quais possibilitaram o aumento da produtividade industrial, provocando assim o aumento do poder aquisitivo da população. Tal fato, entretando, levou aos hábitos consumistas verificados contemporâneamente na população brasileira. Isso se deve a atribuição de valores em produtos e à falta de educação financeira em geral.
O filósofo brasileiro Luiz Felipe Pondé, em seu livro “Marketing Existencial”, demonstra como a indústria capitalista utiliza a publicidade para associar bens materias a valores e objetivos humanos, como a felicidade e o sentido da vida. Por essa ótica, pode-se atribuir parte do consumo exacerbado à busca do homem pelo suprimento de tais necessidades metafisicas. Visto que essa conexão é produzida visando o lucro, os fins dessa procura não podem ser alcançados, levando a perpetuação do consumo.
Paralelamente, a ausência de boa educação financeira por parte da população possui forte infuência no problema citado. Não há, no país, nenhuma cultura de se ensinar boas práticas de compras, econômia e consumo. Por esse motivo, diversas pessoas compram de forma descontrolada, recorrendo frequentemente a cartões de crédito - que possuem altíssimas taxas de juros - e acabam se individando.
Pode-se concluir, portanto, que medidas devem ser tomadas para mitigar os fatos citados. Para esse fim, o Ministério da Educação deveria adicionar à Base Comum Currucular o conteúdo de educação financeira, visando ensinar os jovens a gerenciar seus ganhos. O Estado, assim, ajudaria a diminuir o número de pessoas que se endividam, e adicionalmente, ao promover o consumo sustentável, também reduziria os danos do “marketing” existencial.