Os hábitos de consumo no Brasil
Enviada em 27/02/2020
O filósofo francês Gilles Lipovetsky utiliza o termo “hipermodernidade” para traduzir a sociedade pós-moderna, na qual sobressaem-se o imediatismo, a velocidade e a exigência de respostas rápidas. Em uma época em que tudo muda de forma assustadoramente rápida, ser proativo parece ser positivo do ponto de vista mercadológico. Não obstante, no discurso enaltecedor da proatividade, escondem-se problemas como a materialização da felicidade e sua abordagem como uma consequência automática de atitudes individuais.
Segundo uma pesquisa do SPC Brasil, apenas 28% dos brasileiros são consumidores conscientes. Isso se deve ao fato de que, na modernidade, o homem é visto como responsável por si mesmo, no entanto, sua liberdade de escolha é restrita em determinadas situações. Já o hiperindivíduo conquistou o direito de escolhas e de romper com os padrões estabelecidos. Assim, o hipercapitalismo proporciona uma diversidade de opções de consumo personalizadas por meio de algoritmos que detectam interesses para ofertar produtos.
Portanto, para evitar o contínuo crescimento do consumo desenfreado no Brasil, medidas devem ser tomadas. O governo deve aplicar ao ensino interdisciplinar das escolas públicas a Educação Financeira que deverá abordar questões que acompanharão os jovens na vida adulta como a aposentadoria e poupança. Também é interessante apresentar aos estudantes métodos que eles já possam aplicar para melhorar seus hábitos de consumo, ajudando seus pais e familiares a evitarem gastos desnecessários. Logo, as escolas, além do bom ensino, educarão seus estudantes para a cidadania e a Responsabilidade Social. Só então haverá uma sociedade com o controle da impulsividade consumista.