Os hábitos de consumo no Brasil
Enviada em 24/07/2020
Antes de tudo, é necessário conhecer não só o que é, mas também a procedência do consumismo. Sua origem foi consequência da revolução industrial, que possibilitou o aumento da escala de produção e incrementou o volume de mercadorias em circulação, possibilitando uma maior praticidade para a obtenção de produtos. O consumismo é um estilo de vida orientado por uma crescente tendência ao consumo de bens, em sua maioria supérfluos.
A terceira revolução industrial, conhecida como revolução informacional, teve início em meados do século XX, e foi responsável pelo grandes avanços tecnológicos. Junto a esse progresso tecnológico, entre as pessoas foi fomentado a necessidade de possuir o melhor e mais moderno produto. No filme " As Patricinhas de Beverly Hills" de 1995, é possível observar essa necessidade. A protagonista, no decorrer de todo o filme realiza gastos exacerbados, e mesmo assim, é superestimada como uma pessoa mais feliz que às demais.
Segundo uma pesquisa realizada pelo Instituto Akatu, o brasileiro associa felicidade mais a posse de bens do que a bem estar. Tal convicção decorre da influência da internet, que através de recursos tecnológicos como redes sociais (Facebook, Twitter, Instagram, etc.), conseguem disseminar um pensamento consumista, com a finalidade de ludibriar o consumidor, fazendo-o acreditar que só será feliz se obtiver determinado produto, por outras palavras, o consumismo o torna feliz.
A carência de educação educação financeira básica no sistema educacional brasileiro, é um ponto que contribuí com a prática de consumo demasiado. Segundo Michele Stanojev Moreira, escritora do site “Meu Artigo”, a educação financeira fornece as ferramentas necessárias para que o aluno possa se planejar financeiramente, não só para ter consciência de não realizar gastos excessivos, como também não adquirir hábitos consumistas. Provando assim a crucial importância do uso de tal recurso.
Com o intuito de extinguir hábitos consumista no Brasil, o ministério da educação (MEC) deve primordialmente investir em educação, inserindo educação financeira básica no currículo escolar, a fim de que os alunos cresçam com discernimento de seus gastos. Além disso, o ministério das Comunicações(MC), deve “filtrar” as propagandas nas mídias sociais, a fim de que consumidores ignorantes não sejam ludibriados por propagandas excessivas e manipuladoras.
Levando-se em conta o que foi observado, a educação provou-se mais uma vez ser de extrema importância, em consonância com o escritor brasileiro Paulo Freire “se a educação sozinha não transforma a sociedade, sem ela tampouco a sociedade muda”. Através das mudanças dos Ministérios e tenacidade por parte da população,hábitos consumistas pode um dia enfim serem erradicados.