Os hábitos de consumo no Brasil
Enviada em 29/07/2020
Dentro do consumo, o ato de comprar está diretamente relacionado à necessidade ou à sobrevivência. Porém no Brasil, esses tópicos não são os mais seguidos pela maioria da população, e sim aqueles vinculados diretamente à ansiedade e à satisfação.
De acordo com um estudo do SPC Brasil (Serviço de Proteção ao Crédito) e da CNDL (Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas), cerca de três em cada dez consumidores no Brasil consideram as compras como o tipo de lazer favorito, e que apenas três em cada dez brasileiros são consumidores conscientes. Esse levantamento descobriu ainda que 40,2% dos entrevistados das classes A e B admitem que comprar é uma forma de reduzir o estresse, e que as classes C, D e E são as que mais compram sem necessidade, motivadas por promoções. Isso ocorre pois as pessoas passaram a ter vontades, em relação aos “sonhos de consumo”, semelhantes e motivadas pelos padrões da sociedade, que demonstram o quão bem-sucedido um individuo é.
Contudo, o acesso aos bens de consumo mais caros não é tão fácil para os grupos de baixo poder aquisitivo, que acabam gerando despesas superiores ao rendimento quando querem satisfazer essas vontades.
Além disso, o indicador de consumo consciente (ICC) foi discreto em relação a 2015, avaliam o SPC Brasil e a CNDL. “Assim como em 2015, os entrevistados associam mais frequentemente o consumo consciente com atitudes relacionadas apenas a aspectos financeiros, ficando em um segundo plano as esferas ambientais e sociais”, disse a economista-chefe do SPC Brasil, Marcela Kawauti.
Levando-se em conta o que foi observado, acredito que haja sim, maneiras para frear o consumismo. Entre elas, está a inclusão da educação financeira nas escolas, já que esse não é um tema muito abordado com os estudantes do nosso país. E assim, com o consentimento do mesmo, as pessoas aprenderão mais cedo como o controle do consumo e a economia funcionam, e não apenas quando o seu nome estiver sujo ou negativado.