Os hábitos de consumo no Brasil
Enviada em 17/04/2020
Consoante à perspectiva de Bauman, importante filósofo e sociólogo polonês, que afimava que não se pode escapar do consumo, e que o problema não é consumir, e sim o desejo infinito e insaciável de continuar realizando essa ação. Nesse contexto, a população brasileira sofre com o constante desejo de comprar, que se agrava em datas comemorativas, além de ser uma forma de aliviar o estresse diário.
Em primeira análise, vale ressaltar que o consumismo se agrava em épocas festivas, como a Black Friday, Natal e Dia das Crianças. Uma vez que o investimento em anúncios por parte das lojas é maior, os clientes são influenciados a comprar ainda mais que em outras partes do ano. Para ilustrar, foi publicado um infográfico pelo jornal O Tempo, que apresenta que 73% das vezes, as crianças são incentivadas a comprarem, graças às propagandas da televisão. Por conseguinte, os pais realizam os desejos dos filhos (na maioria das vezes), estimulando o consumo infantil.
Ademais, vale salientar que o dia a dia causa esgotamento físico e mental na vida da população brasileira. Em outras palavras, os indivíduos se sentem atraídos pelas promoções e padrões estipulados pela mídia, e recorrem ao comércio como forma de aliviar a tensão. Logo, a sociedade passa a colocar em segundo plano as despesas mensais e gastam mais do que o rendimento pessoal permite, como na cidade de Belo Horizonte, que segundo o jornal O Tempo, mais da metade da população gasta por impulso, agravando o hábito de consumo.
Em face disso, faz-se necessária a atuação do Ministério da Educação na conscientização escolar, acerca da necessidade dos alunos compreenderem desde cedo os maléficios do consumo exagerado. Por intermédio de palestras, que ao serem ministradas nas escolas, orientem os estudantes sobre a seriedade do assunto. Somado a isso, cabe aos canais de televisão reduzir as propagandas de lojas e substituí-los por anúncios simples e explicativos sobre o consumismo ministrado pelo, a fim de que a população jovem e adulta reavaliem os hábitos de consumo.