Os hábitos de consumo no Brasil
Enviada em 22/05/2020
o Instituto Akatu publicou o resultado de sua pesquisa sobre consumo consciente, e os resultados não surpreendem muito, além de darem força para o debate sobre a necessidade de se repensar estas duas pernas produção e consumo em tempos tão preocupantes, distantes daquela “febre de emoção positiva” que se instalou no pós-guerra. A pesquisa aponta que 76% dos 1.090 entrevistados homens e mulheres como mais de 16 anos não praticam o consumo consciente.
O padrão de consumo hodierno é uma característica recente na sociedade brasileira. Sob essa ótica, os filósofos da Escola de Frankfurt, Adorno e Horkheimer, foram os pioneiros no estudo da mídia e seu potencial de influência em massa. No século XX, segundo eles, esta foi uma grande ferramenta usada por governos autoritários para enaltecer o regime. Nessa conjuntura, em um sistema global, a mídia passa a exercer sua função manipuladora para convencer a população a comprar cada vez mais.
Além disso, alguns valores típicos da sociedade atual tornam-se contribuintes na prática do consumo. Dessa forma, o poder aquisitivo de um indivíduo é o que corresponde ao seu valor social, evidenciando essa perspectiva no ditado popular que diz: “o homem vale aquilo que tem”. Por conseguinte, o gasto com produtos supérfluos torna-se necessário para que o cidadão seja valorizado no meio social.
Visto os fatores supracitados, é imperioso sobrelevar as consequências do novo “fato social” em questão. Nesse viés, é válido ressaltar que toda mercadoria, necessariamente, advém de uma matéria-prima extraída do meio ambiente. Ademais, essa, por sua vez, dará origem a uma quantidade de lixo que voltará como produto nocivo ao planeta Terra. Logo, fica evidente uma relação de proporcionalidade entre o consumo e a degradação ambiental, sendo necessário a adoção de medidas de reciclagem, reutilização e redução.