Os hábitos de consumo no Brasil

Enviada em 24/05/2020

“Satisfação garantida; obsolência programada” a música 3º do Plural, dos Engenheiros do Havaii, descreve a sociedade de consumo contemporânea, marcada pelo individualismo e o imediatismo, e sustentada por três aspectos: publicidade e crédito, no qual o padrão de consumo é visto como forma de afirmação social.

É verdade que na contemporaneidade, os indivíduos tendem à uma satisfação superficial e imediata de seus conflitos interiores por meio do consumismo, uma vez que, segundo o Serviço de Proteção ao Crédito, 60% dos consumidores realizam compras por impulso. Índice esse, alicerçado por um conjunto de fatores, como a propaganda, que se serve de valores que reforçam à ascensão social através da velocidade de consumo.  Ademais, o modelo capitalista, a fim de manter o ritmo avançado de produção e lucro, utiliza-se da cultura do “novo” e da “moda” para alimentar a prevalência do efêmero e do descartável.

Outrossim, a expansão do acesso ao crédito tornou mais acessível o consumo imediato de bens e serviços, mas há um limite e um preço a pagar por este modelo: os juros, que ainda são muito altos no país, o que acaba ocasionando significativo aumento nos níveis de inadimplência, que correspondem a um total de 63,8 milhões de brasileiros conforme informações do Serasa Experian.

O consumismo, portanto, é sustentado por propagandas e a noção de crédito como capital, de tal forma que emprega a ideia de reconhecimento através de posses, contudo, acaba provocando o endividamento de milhões de pessoas. Para evitar a constância de tais dados é necessário o incentivo à educação financeira, a começar nas escolas, por meio de palestras, debates e seminários. Assim como é dever da mídia enquadrar o assunto em propagandas, programas de entretenimento e reportagens.