Os hábitos de consumo no Brasil
Enviada em 30/05/2020
A partir do modelo Toyotista de produção, a diversificação de produtos se tornou cada vez maior, utilizando-se de uma estratégia de incentivo ao consumo, visto que cada vez mais os produtos apresentavam novas tecnologias. No entanto, o que poder ser observado no Brasil nos últimos anos é o aumento do consumismo, e com isso, um crescimento exponencial do endividamento, trazendo sérios riscos para à economia do país. Diante disso, fica clara a necessidade de soluções para essa problemática que tem sido um agravante para a crise social brasileira.
A priori, segundo uma notícia publicada no portal de G1, mais de 41% da população economicamente ativa do Brasil são inadimplentes, sendo que cerca de 12% desse total contraíram dividas logo após completar seus 18 anos, não conseguindo liquidar posteriormente. Tal fato é reflexo da falta de uma educação financeira dos brasileiros, visto que muitas famílias não têm controle sobre suas finanças. Isso ressalta que é preciso desenvolver metodologias de ensino nas escolas, para corrigir um problema histórico do país.
Outrossim, dados do Banco Central do Brasil ressaltam que apenas 8% dos brasileiros possuem algum tipo de reserva financeira, sendo essa fundo de investimento ou participação em cooperativas. Além disso, a busca por créditos, como refinanciamentos de prestações, cresceu mais de 60% de 2018 para 2019, evidenciando o real cenário econômico brasileiro, no qual poucos utilizam de planejamento e muitos não possuem mais recursos para sanar suas dívidas. Esse fato torna clara a urgência de medidas para solucionar esse problema, pois muitas famílias se encontram no que é chamado pelos especialistas de “bola de neve”, aumentando ainda mais seu saldo devedor.
Portanto, fica nítido a necessidade de soluções para esse cenário caótico financeiro nacional. Para isso, o Ministério da Educação deve desenvolver uma grade escolar que contemple disciplinas de economia e planejamento financeiro, como já feito em alguns países como EUA, no qual são ensinadas metodologias de controle e investimento de capital, buscando a formação de indivíduos conscientes do consumo necessário e da busca em aplicar suas reservas financeiras. Somado a isso, o Governo Federal em conjunto com as instituições bancárias, devem buscar desenvolver microcréditos com taxas de juros menores, para essas pessoas que buscam o refinanciamento de suas dívidas, limitando o acesso a novos créditos até a quitação de suas parcelas. Somente assim será possível reverter esses índices tão preocupantes.