Os hábitos de consumo no Brasil
Enviada em 28/06/2020
Desde o fim da Guerra Fria, e a ascensão do capitalismo através da ideia de globalização, o mundo tem se tornado uma teia interligada por meio do consumismo. Diante disso, é notório que o ato de comprar deixou de ser uma necessidade para um vicio, se tornando uma prática recorrente na vida dos brasileiros. Com efeito, convém discutir as principais causas, consequências e possível medida relacionada ao hábito de consumo no Brasil.
Em primeiro plano, percebe-se que o brasileiro consome muitos produtos que não são essenciais e acaba por se endividar. Sob esse viés, segundo o empresário Steve Jobs, um dos criadores da “Apple”, a tecnologia move o mundo. Nesse sentido, é perceptível o papel da tecnologia na vida do homem contemporâneo consumista, isso porque, atualmente a rede de internet se tornou a maior forma de compra e venda. Em que, por intermédio de propagandas com base em informações individuais, postadas pelo próprio usuário, as empresas são capazes de coagi-lo com o oferecimento de produtos de seu gosto. Diante disso, o homem deixa o seu posto de humano para se tornar um meio que garante lucro a terceiros.
Nesse sentido, uma pesquisa feita pelo Instituto Akatu, dos 1090 indivíduos entrevistados 76% não demonstram praticar o consumo de forma consciente. Sob essa análise, é preocupante a forma que isso se reflete nas crianças, que desde cedo são influenciadas erroneamente pelos pais a consumir de forma exagerada, isso já é visível na infância com a compra excessiva de brinquedos desnecessários. Dessa forma, cria-se uma geração de adultos com pouca consciência do que realmente necessitam e que, provavelmente, não conseguirão ter um controle sobre seu próprio capital, o que acarretará em uma geração ainda mais consumista e endividada.
Portanto, medidas devem ser efetivadas para controlar o consumismo da população brasileira. Desse modo, é dever das escolas instruir crianças e adolescentes a terem controle sobre o consumo e o capital que possuem, por meio de aulas educativas e atividades sobre educação financeira, para que a sociedade tenha conhecimento suficiente para valorizar itens essenciais e diminuir a compra de itens supérfluos. Além disso, cabe à família ensinar o jovens, desde a primeira infância, a gerenciarem melhor as finanças, por intermédio da ação conjunta entre pais e filhos na manutenção das despesas cotidianas na residência, para que os jovens saibam valorizar os produtos essenciais e, futuramente, não se endividem. Assim, espera-se adultos menos alienados pelo consumo e mais conscientes daquilo que realmente precisam, quebrando a teia capitalista gerada no Pós-Guerra fria.